Negócios

Após reabertura, vendas do varejo paulistano reagem em junho


Balanço de Vendas da ACSP sinaliza um leve crescimento a partir da segunda quinzena de junho, quando alguns negócios passaram a abrir as portas durante quatro horas por dia


  Por Mariana Missiaggia 02 de Julho de 2020 às 13:30

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


Grande parte do comércio paulistano passou quase cem dias com as portas fechadas. Agora, com a reabertura parcial desde o último dia 10/6, as vendas ainda estão longe de recuperar o volume esperado, mas já começam a sinalizar alguma melhora.

Dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que embora a comparação anual indique tombos históricos, o confronto mês a mês traz uma perspectiva de retomada.

O levantamento indica que na comparação de junho com o mês anterior, o resultado das vendas à vista tiveram aumento de 47,3%, e de 23% nas vendas à prazo. Um número esperado, segundo Marcel Solimeo, economista da ACSP, já que diferente da primeira quinzena, quando o comércio teve apenas cinco dias de flexibilização, os últimos quinze dias de junho foram totalmente beneficiados pela reabertura de lojas.

Na comparação anual, a queda média no movimento do comércio paulistano foi de 54,9% frente a igual mês de 2019 – pouco menor que o tombo de 67%, registrado em maio. O levantamento também mostra que o movimento de vendas à prazo caiu 48,3% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas à vista recuaram 61,4%.

De acordo com Solimeo, as restrições para a abertura, especialmente a redução de horário de funcionamento, prejudica o desempenho do comércio, que tende a melhorar com a entrada de São Paulo na faixa amarela, quando haverá expansão no horário de abertura das lojas para seis horas. Por ora, para as lojas de rua, ficou determinado que devem funcionar entre 11h e 15h, enquanto as de shoppings podem optar por abrir as portas no período de 6h às 10h ou de 16h às 20h.

Solimeo argumenta que além de cautelosos em relação ao vírus, houve um empobrecimento geral dos consumidores em função do isolamento. Todos perderam renda - informais, trabalhadores registrados, profissionais liberais e os empresários, especialmente os das pequenas empresas. “A queda (54,9%) ainda é bastante expressiva, e nos mostra que o caminho para a recuperação do comércio ainda é muito longo”.

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços.

 





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