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/Análise/Por que o setor de serviços patina


Para economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a atividade é mais dependente de renda e emprego, ainda em processo de lenta recuperação no Brasil


  Por Instituto Gastão Vidigal 14 de Dezembro de 2018 às 18:22

  | Da equipe de economistas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


Em outubro, o volume de serviços prestados apesentou alta de 1,5%, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Em termos anuais (acumulado em 12 meses), segue havendo contração cada vez menor (-0,2%), aproximando o resultado da estabilidade.

A dificuldade de retomada desse segmento, maior em comparação ao varejo e à indústria, se explicaria pelo fato de que depende relativamente mais da renda e do emprego, cuja recuperação também tem sido muito lenta.

A incerteza eleitoral também pode ter exercido efeito negativo na demanda pelos serviços. Novamente, os destaques positivo e negativo, na comparação com outubro de 2017, ficaram por conta das atividades turísticas, impulsionadas por transporte aéreo e hotéis, e dos restaurantes, respectivamente.

Em síntese, o setor serviços, apesar de ter crescido abaixo do esperado em outubro, segue em tendência de recuperação lenta, rumando para a estabilidade em 2018.

Se a confiança dos empresários e dos consumidores continuar aumentando, na esteira de uma política econômica coerente por parte do novo governo, gerando mais empregos e maiores salários, pode-se esperar que esse setor apresente expansão ao longo dos próximos meses.