Negócios

Alta das vendas no varejo paulista reforça tendência de recuperação


Resultado positivo no acumulado de 12 meses até janeiro foi puxado principalmente pelo setor de eletroeletrônicos, segundo pesquisa ACVarejo, da ACSP


  Por Karina Lignelli 22 de Março de 2018 às 19:22

  | Repórter lignelli@dcomercio.com.br


Aos poucos, o comércio paulista retoma a trajetória de alta. No acumulado de 12 meses até janeiro, o volume de vendas do varejo restrito (não inclui veículos nem material de construção) e do varejo ampliado (inclui todos os setores), aumentou 3,4% e 4%, respectivamente.

Os dados são da pesquisa ACVarejo, elaborado pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a partir de informações fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

O aumento da renda, a redução do emprego e a melhora nas condições de crédito puxaram o resultado, que reforça a tendência de recuperação do comércio paulista, conforme avalia a entidade.

O destaque entre os oito setores de nove que apresentaram crescimento positivo em termos de volume estão o de lojas de departamento, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que cresceram 16,5%.

Fatores como o fim do sinal analógico em 2017 e a Copa da Rússia de 2018, que impulsionaram as vendas de televisores, acabaram favorecendo o resultado positivo do setor como um todo, segundo Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP.

“É fato que a base de comparação é baixa, já que foi um dos que mais sofreu com o desemprego e dificuldade de crédito”, afirma. “Mas a proximidade do mundial de futebol continuará a favorecer o setor”, completa Solimeo.

Outro que teve um bom desempenho no período, de acordo com o economista, foi o de concessionárias de veículos, que cresceu 9,8% puxado pela facilidade de acesso ao crédito, o alongamento dos prazos de pagamento e a redução dos juros. 

Com o menor desempenho positivo, materiais de construção registraram alta de 2% no período, puxado pelas vendas de pequenos varejos do setor voltadas a “obras menores e reformas”, de acordo com o economista da ACSP.   

O único resultado negativo ficou com outros tipos de comércio varejista (-3,7%), que incorpora vendas de combustível e do pequeno varejo, segundo a pesquisa.

NAS REGIÕES

Todas as regiões administrativas (RAs) do Estado registraram resultado positivo no acumulado de 12 meses até janeiro.

Entre as regiões que tiveram maiores taxas de expansão estão RA-8 Jundiaí (8,1%), RA-11, RA-16 e RA-19 – Ribeirão Preto, Baixa Mogiana e Franca (7,4%), RA-09 e RA-10 – Sorocaba e Vale do Paranapanema (7,3%) e RA-06 – Vale do Paraíba (6,7%).

Os resultados do comércio espalhados pelo Estado de São Paulo também reforçam que o setor começou o ano acompanhando o crescimento da renda, do emprego e do crédito, além da menor taxa de juros e o maior prazo de financiamento, segundo a ACSP.

O boletim mensal AC Varejo é elaborado a partir de informações fornecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

LEIA A PESQUISA ACVAREJO NA ÍNTEGRA

FOTO: José Patrício/Estadão Conteúdo