Negócios

Alta das vendas em supermercados fica aquém das previsões


Para 2019, a Abras traça uma perspectiva otimista. Entidade projeta crescimento real de 3% nas vendas


  Por Estadão Conteúdo 05 de Fevereiro de 2019 às 13:10

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O setor de supermercados registrou crescimento de 2,07% nas vendas em 2018, conforme divulgou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O resultado considera as vendas em termos reais, já descontada a inflação do período.
 
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O desempenho do ano ficou aquém da expectativa do setor, que era de crescimento real de 2,53%. Essa projeção já havia sido revisada para baixo em julho do ano passado. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 3%

A Abras considerou que o ano de 2018 frustrou as expectativas em razão de eventos inesperados, como a greve dos caminhoneiros no primeiro semestre. A entidade considerou ainda que as incertezas durante o período eleitoral afetaram a confiança dos consumidores.
 
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Para 2019, no entanto, a Abras traça uma perspectiva otimista. A projeção da entidade é de crescimento real de 3% nas vendas ante 2018. A Abras destaca que a melhoria pode ser impulsionada por medidas econômicas que a entidade espera que sejam promovidas pelo governo, tais como simplificação tributária e controle de gastos.

No mês de dezembro, o crescimento real de vendas foi de 3,93% na comparação com igual período de 2017. Já ante novembro, a alta foi de 21,13%.
 
CONFIANÇA
 
Empresários do setor de supermercados estão mais confiantes com as perspectivas para os negócios, segundo indicador da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da GfK.
 
Numa escala de 0 a 100, o Índice de Confiança chegou a 61,5, superando o patamar dos últimos doze meses, período ao longo do qual o indicador oscilou entre 47 e 57 pontos. É o maior nível desde o início das medições, em 2014.

Segundo o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, essa melhora de confiança já começa a refletir nos planos de investimento das redes varejistas. 

Ele considera que os empresários estão "tirando da gaveta" os projetos de expansão que ficaram parados na crise. A entidade, no entanto, não tem um levantamento sobre abertura de novas lojas no ano.