Negócios

Alimentação fora do lar vive fase de estagnação


Brasileiros gastaram R$ 205 bilhões em 2018 – R$ 5 bilhões a mais que em 2017, de acordo com o Instituto Foodservice Brasil


  Por Redação DC 07 de Março de 2019 às 16:50

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Apesar de o mercado de restaurantes no Brasil movimentar mais de R$ 200 bilhões, há alguns anos que essa cifra cresce pouco ou nada.

Nos últimos dois anos, por exemplo, as visitas a restaurantes ficaram praticamente inalteradas e o consumo em alguns estabelecimentos cresceu apenas entre 1% e 2%.

De acordo com uma pesquisa realizada pela GS&NPD para o Instituto Foodservice Brasil, por meio de dados da Consumer Reports on Eating Share Trends (CREST), o setor de alimentação fora do lar movimentou R$ 205 bilhões no Brasil em 2018, com tíquete médio de R$ 14.

Ao todo, foram 14 bilhões de visitas a estabelecimentos, como padarias, restaurantes, lanchonetes e afins - exatamente, o mesmo volume de 2017.

Como a própria pesquisa indica, as pessoas continuam, sim, comendo fora de casa, porém o setor só se mantém em crescimento porque o valor da refeição subiu, embalado possivelmente pela pressão inflacionária e o aumento de custo dos lojistas. 

Em lanchonetes, restaurantes com serviço completo ou por quilo, o movimento de clientes cresceu apenas 1%. Já em redes de fast food, ambulantes e casual dining, como Madero e Outback, aumentaram o volume em 2%. Estagnadas, as padarias não registraram queda ou crescimento, enquanto as redes de conveniência tiveram queda de -3%.

  

 

 

 

 


DELIVERY

A julgar pelos números do levantamento, conveniência segue sendo a preferência do consumidor. O serviço de entrega já assume um papel fundamental na consolidação do foodservice e movimenta R$ 10 bilhões por ano no País, de acordo com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Em 2018, o delivery representou 8% do faturamento dos negócios de alimentação fora do lar. Nesse contexto, cresce também o número de pedidos via mobile.

Em 2016, cerca de 9% dos pedidos tinha como origem os dispositivos móveis. Enquanto isso, 83% dos pedidos eram feitos pelo telefone, e 8% via internet.

No último ano, 23% do tráfego do delivery no foodservice se deu pelo mobile, e 12% via internet. Já os pedidos feitos por telefone caíram para 65%.

A combinação dos aplicativos, como Rappi e Uber Eats, para pedido e entrega são determinantes para o crescimento desses números.

Anualmente, a pesquisa sobre os hábitos de consumo é realizada em dez países com 72 mil entrevistas. Com base nos dados coletados, é possível conhecer informações do setor, como o valor atingido pelas redes de alimentação, local onde as pessoas estão consumindo e gastos do consumidor.

FOTO: Thinkstock