Negócios

5 dicas de exportação para os pequenos negócios


Planejamento, estratégia, qualificação, investimento e...paciência. O Sebrae explica como os empreendedores podem expandir seu mercado além das fronteiras


  Por Agência Sebrae 15 de Outubro de 2019 às 12:40

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Comercializar produtos e serviços para os mercados consumidores de outros países não é um sonho impossível ou inacessível para micro e pequenas empresas. Embora exportar ainda represente um enorme desafio para os donos de pequenos negócios no Brasil, a cada ano vem crescendo o número de empreendedores que ousam expandir seus mercados e lançam o olhar para além das fronteiras. 

Para aqueles que escolhem esse desafio, a caminhada pode ser longa, mas os resultados vão além do faturamento com os negócios firmados com clientes estrangeiros. Especialistas do Sebrae avaliam que o simples fato de se prepararem para vender seus produtos no mercado externo já traz para a empresa um diferencial competitivo.

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Porém, para conquistar o mercado externo é preciso planejamento, estratégia, qualificação, investimento e paciência. É fundamental que o empresário conheça a fundo a legislação, a cultura, a concorrência e outros aspectos com os quais ele terá de lidar ao negociar seus produtos no exterior.

De olho nesse cenário, o Sebrae preparou cinco dicas que vão ajudar os donos de pequenos negócios a se planejarem da melhor forma possível: 

1- Defina os objetivos 

Entender o objetivo para sua empresa assumir uma atuação geográfica fora do país de origem é essencial para realizar um planejamento cuidadoso e calculado sobre a expansão de suas operações.

A internacionalização pode acontecer de diferentes maneiras: exportando, fazendo o licenciamento de sua patente ou de sua marca para outra empresa no exterior, franqueando a marca no mercado externo, abrindo uma filial ou subsidiária da empresa em outro país, importando insumos para os produtos que sua empresa exporta, fazendo joint venture (que é associar-se a uma empresa estrangeira e criar uma nova empresa no exterior) ou participando da cadeia de suprimentos de empresas globais, fornecendo, por exemplo, peças ou partes para o seu processo produtivo.

2- Elabore uma estratégia e faça um planejamento cuidadoso 

Sua empresa deve responder às seguintes perguntas para compreender os próximos passos para planejar a atuação no mercado externo: por que exportar, para onde exportar, para quem exportar e como exportar? Assim, é possível verificar sua capacidade produtiva, e identificar recursos necessários para levar adiante o processo de exportação (como tempo, máquinas e equipamentos e mão de obra).

É fundamental também realizar pesquisas de mercado para identificar os mercados-alvo potenciais, verificar se existem acordos comerciais entre o Brasil e o país de destino para se beneficiar com isenções tributárias ou benefícios fiscais, consultar as barreiras tarifárias e não-tarifárias para o produto no mercado alvo, avaliar o preço que poderá ser praticado estudar a melhor forma de comercialização do seu produto, entre outras providências necessárias.

3- Inclua o risco calculado tanto em operações de câmbio quanto em operações logísticas

Ao negociar em moeda estrangeira, o empresário deverá planejar o risco de variação cambial e dos tipos de logística que utilizará para realizar a entrega do produto. Dependendo da modalidade, ela envolverá custos variáveis em algumas circunstâncias. Fique atento também à embalagem adequada ao tipo de transporte e de tempo de envio.

4- Conheça os regimes aduaneiros especiais

Esteja atento aos regimes aduaneiros que garantem benefícios fiscais às operações de importação ou exportação. Um exemplo é o drawback, que oferece suspensões ou isenções de tributos incidentes na importação de insumos utilizados na industrialização de um produto a ser exportado.

5- Registre sua marca e proteja sua propriedade intelectual

Quando você registra sua marca, protege o uso não autorizado por concorrentes e assegura um bem com valor econômico para sua empresa. Da mesma forma, é fundamental depositar seus pedidos de patente no Brasil para garantir a titularidade de sua invenção ou tecnologia no mercado interno. Assim, você poderá - posteriormente - depositá-lo no exterior ou licenciá-la.

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