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2017 foi um ano de transição para o varejo


Após acumular quedas expressivas em 2015 e 2016, o varejo da capital paulista comemorou a alta de 1,1% registrada em 2017


  Por Redação DC 02 de Janeiro de 2018 às 18:08

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O ano de 2017 fechou positivo para o varejo da capital paulista após dois anos acumulando fortes quedas. De acordo com balanço da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o comércio paulistano fechou 2017 com alta de 1,1% nas vendas.

O resultado é modesto, mas, segundo a ACSP, marca uma virada após as quedas seguidas de 8,7%, em 2016, e 8%, em 2015. Essa transição, na realidade, se deu apenas a partir de abril, quando os resultados mensais passaram a mostrar crescimento nas vendas. 

“Foi um ano de transição até conseguirmos fechar 2017 no azul. O aumento foi pequeno, mas ele pavimenta o crescimento do comércio no ano que agora se inicia”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Essa tendência de alta, de acordo com a entidade, deve se manter em 2018, para quando a ACSP projeto um crescimento entre 3% e 5% nas comercializações do varejo.

Projeção que se torna mais concreta se for mantida a trajetória decrescente dos juros. “Outro fator favorável é o aumento da massa salarial, que fortalece o poder de compra dos consumidores, principalmente de itens de maior valor”, diz o presidente da ACSP.

A alta de 1,1% é a média das vendas a prazo, que ao longo de 2017 cresceram 1,6%, e das vendas à vista, que avançaram 0,6% no ano.

DEZEMBRO

Este também foi o melhor dezembro para o varejo paulistano desde 2010, quando a alta foi de 13,7%. No ano passado, as vendas do mês avançaram 4,5% (5,9% de alta nas vendas a prazo e 3,1% nas vendas à vista) na comparação com dezembro de 2016.

Já na comparação com novembro de 2017, o crescimento foi de 26%. A alta expressiva se explica pelas vendas de Natal, a melhor data para o varejo.

No entanto, segundo Emilio Alfieri, economista da ACSP, a alta na comparação mensal vem reduzindo o ritmo desde que a Black Friday ganhou força e os consumidores passaram a antecipar, em novembro, as compras de final de ano.

IMAGEM: Thinkstock