Leis e Tributos

Reintegra precisa ser resgatado, defende Serra


Camex decidirá se programa que restitui parcial ou integralmente o resíduo tributário remanescente na cadeia de produção de bens exportados será retomado


  Por Estadão Conteúdo 20 de Junho de 2016 às 16:53

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O ministro das Relações Exteriores (MRE), José Serra, afirmou que o Reintegra, programa que tem por objetivo restituir parcial ou integralmente o resíduo tributário remanescente na cadeia de produção de bens exportados e que foi suspenso, precisa ser recobrado.

Entretanto, segundo ele, quem decidirá sobre o assunto é a Câmara de Comércio Exterior (Camex), cuja nova secretária-geral será Tatiana Rosito, até então assessora especial do Ministério do Planejamento.

Serra participou nesta segunda-feira (20/06) de reuniões com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a pasta assinou um memorando com a entidade para colaboração na área de promoção e inteligência comercial.

O presidente da entidade, Paulo Skaf, em coletiva de imprensa, explicou que o acordo significa "a sociedade organizada, governo, buscando união e sinergia em busca de resultados concretos".

Além disso, conforme Skaf, o presidente do Conselho Superior de Relações Internacionais da Fiesp, o embaixador Rubens Barbosa, será o "elo" com a pasta de Serra no sentido de buscar agilidade de encaminhamento de soluções e problemas.

"É uma parceria para estimular e fortalecer os diversos recursos. Nossa opinião sobre comércio exterior é que ele tem que ser global, incluindo os diversos setores da economia, como agronegócio, comércio, serviços, porque senão não fica bom. É importante olharmos os interesses do país", destacou.

O presidente da Fiesp elogiou Serra, dizendo que o ministro possui "uma carreira política e pública abrangente, que merece todo o respeito, e que é eficiente no que atua e se destaca. "E isso já começou a acontecer como ministro de Relações Exteriores", disse.

Segundo ele, é importante que o governo resgate a originalidade do Mercosul, no âmbito de mais investimentos e negócios. "É relevante termos uma agenda em relação a problemas com terceiros países. Não é possível gastarmos energia somente conosco mesmo", falou.

Sobre competitividade, Skaf concordou com Serra de que não adianta avançar em negociações globais, se o Brasil não recuperar a competitividade travada pela conjuntura econômica.

"Começou pelo câmbio, que agora teve mudança e está mais favorável às exportações. É fundamental que haja um câmbio equilibrado, que seja positivo para o Brasil, que não roube a competitividade do País. Ao mesmo tempo, precisamos ser competitivos também em infraestrutura, crédito, entre outros", falou, citando que é muito positivo discutir o assunto na Camex e que, de certa forma, o Brasil está atrativo para investimentos nacionais e estrangeiros, porque está "mais barato".

FOTO: Agência Brasil






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