Leis e Tributos

Pela primeira vez, Impostômetro chega aos R$ 2,3 trilhões


O valor é uma estimativa da arrecadação dos governos federal, estaduais e municipais, do início do ano até agora


  Por Redação DC 18 de Dezembro de 2018 às 15:53

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atinge, às 22h30 desta quarta-feira, 19/12, a marca de R$ 2,3 trilhões. É a primeira vez que o valor é alcançado desde a implantação do painel, em 2005.

O valor corresponde ao total de impostos, taxas, multas e contribuições que a população brasileira pagou desde o início de 2018. Para todo o ano a projeção é de que o montante chegue a R$ 2,388 trilhões.

“A carga tributária suportada no Brasil, tanto por pessoas físicas como por empresas, é bastante superior à de países com o mesmo nível de renda por habitante, aproximando-se àquela paga por contribuintes das nações mais bem desenvolvidas”, explica Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Segundo ele, o recorde de R$ 2,3 trilhões de arrecadação “reflete, por um lado, o impacto positivo da recuperação da atividade econômica sobre a arrecadação e, por outro, o aumento dos royalties do petróleo, assim como a elevação dos preços de combustíveis e da energia elétrica, que são itens altamente tributados.”

Burti avalia que o sistema tributário brasileiro é extremamente complexo e precisa de uma mudança imediata.

"A simplificação e a diminuição da carga tributária estimulariam o crescimento dos negócios, ao mesmo tempo que reduziriam a sonegação e a elisão fiscais. Isso geraria maior arrecadação, o que possibilitaria, conjuntamente com o corte de gastos públicos, o ajuste das contas públicas”.

 

IMAGEM: Paulo Pampolin/Hype