Leis e Tributos

O peso dos impostos nos itens de inverno


Levantamento da Associação Comercial de São Paulo revela que ao comprar um edredom de R$ 100, o consumidor desembolsa 36,22% só para pagar tributos


  Por Redação DC 16 de Julho de 2019 às 14:19

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O inverno chegou e, com ele, muitos impostos. Levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que ao comprar um edredom de R$ 100, o consumidor desembolsa 36,22% só para pagar tributos, ou seja, praticamente um terço do valor final do produto.

O cobertor, por sua vez, tem alíquota um pouco menor (26,05%). Já a malha e o cachecol são taxados em 34,67% e 34,13%, respectivamente.

Se a ideia é comprar um aquecedor de ambientes para esquentar a casa, o valor dos impostos chega a 48,30% e, no caso do aquecer de água elétrica, a 48,06%. Nem mesmo a simples garrafa térmica escapa da mordida tributária: 44,63%.

“São produtos excessivamente tributados, na esteira do que acontece com quase todos no Brasil. É preciso que o governo busque formas de reduzir a carga tributária, notadamente promovendo o ajuste fiscal a partir da reforma da Previdência”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Fondue de chocolate (38,51%) e fondue de queijo (36,54%) também chamam atenção pelas altas cargas.

Quem quiser completar o cardápio com vinho importado terá que arcar com alíquota de 69,73% do preço final; já o vinho brasileiro tem tributação de 54,73% - as bebidas alcóolicas são as mais taxadas da lista, que foi encomendado pela ACSP ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).