Leis e Tributos

Mesmo na crise, Impostômetro registra R$ 1,7 trilhão mais rápido


No ano passado, essa marca foi atingida em 24 de novembro, o que mostra que houve aumento da carga tributária, apesar da queda da arrecadação federal


  Por Redação DC 05 de Novembro de 2015 às 11:45

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Nesta quinta-feira (5/11), às 11h45, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcança o valor de R$ 1,7 trilhão. Este é o valor que os brasileiros desembolsaram para pagar impostos, taxas e contribuições ao longo do ano.

No ano passado, essa marca foi atingida 19 dias depois (em 24 de novembro), o que mostra que houve um aumento da carga tributária, apesar da queda da arrecadação federal. 

“O crescimento mais rápido da carga tributária reflete, principalmente, o impacto da aceleração da inflação e dos aumentos de alíquotas feitos em 2015. Esses dois fatores compensam a queda do PIB (Produto Interno Bruto)”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo). 

Ele explica a razão de a carga tributária ter aumentado de um ano para o outro, mesmo com a redução da arrecadação federal: os dados do Impostômetro são nominais - se fossem deflacionados, eles também indicariam queda da arrecadação. “Mas, para o consumidor, o que vale é o que ele paga efetivamente”, finaliza Burti. 

A estimativa da ACSP é de que o Impostômetro encerre o ano de 2015 com a inédita marca de R$ 2 trilhões. Em 2014, o painel ultrapassou a marca de R$ 1,8 trilhão (alcançada, mais precisamente, no dia 29 de dezembro).  

O Impostômetro tem o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade. Lançado em 2005, o painel já inspirou entidades de outros municípios brasileiros a fazer o mesmo, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.  

No portal do Impostômetro é possível levantar os valores que as populações de cada estado e município pagam em impostos e também visualizar simulações do que os governos poderiam fazer com todo o dinheiro arrecadado.