Leis e Tributos

Impostômetro vai bater em R$ 1,4 tri


O montante que será registrado nesta quinta (25/07) equivale à arrecadação nominal de 2019


  Por Redação DC 24 de Julho de 2019 às 11:09

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registra a marca de R$ 1,4 trilhão na próxima quinta-feira (25), às 7h45.

O montante –que representa o total de impostos, taxas, multas e contribuições pagas desde o início do ano –é atingido 12 dias antes do que no ano passado, indicando que a sociedade está pagando mais tributos aos governos municipais, estaduais e federal. Na comparação com 2018 o aumento nominal foi de 5,72% e o aumento real (descontando-se a inflação) foi de 2,38%.

“Embora o ritmo da atividade econômica esteja abaixo do esperado, há aumento da arrecadação por parte do governo, puxado por alguns setores com tributação alta, como veículos, por exemplo, e os royalties do petróleo, que estão crescendo em relação a 2018. Isso pode estar acontecendo com outros segmentos - nem todos estão na mesma média de atividade. Além disso, a economia está crescendo um pouco, mas está crescendo, então naturalmente a arrecadação também cresce”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

DIVISÃO

O montante de R$ 1,4 trilhão que será registrado amanhã equivale à arrecadação nominal de 2019 (desconsiderando a inflação). Desse bolo tributário, o governo federal recebe 65%. Já as 27 unidades da federação recebem 28%. Por fim, 7% são destinados aos 5.570 municípios.

“Ainda mais importante do que olhar para o valor total é olhar para os gastos, em especial as aposentadorias - sejam elas públicas ou privadas –, que têm subido num ritmo muito maior do que a arrecadação”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP. “As despesas previdenciárias estão em níveis tão elevados que comprimem o restante do orçamento, impossibilitando investimento em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança. A reforma da Previdência precisa ser aprovada o quanto antes. Infelizmente ela ficou para o segundo semestre: o ideal é que já estivesse concluída. O Congresso não pode postergar mais essa decisão e, acima de tudo, não pode desidratar mais o texto em tramitação”, pontua o economista.