Leis e Tributos

Festa junina recheada de impostos


Alguns itens ultrapassam 60%, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) para a ACSP


  Por Redação DC 25 de Junho de 2019 às 11:11

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


As festas juninas seguem animando todas as partes do País até o fim do mês. E quem for festejar o São João com um novo look completo pagará quase 35% de impostos sobre o preço final das roupas, de acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Considerando um figurino com calça jeans (R$ 100), bota (R$ 200), camisa xadrez (R$ 80) e chapéu de palha (R$ 20), totalizando R$ 400, o consumidor paga R$ 139,40 só de tributos. Sem a carga tributária o look custaria R$ 260,60.

Os quitutes juninos também são recheados de impostos, como amendoim, cocada, pé de moleque e paçoca, todos com 36,54% de carga tributária. Já 61,56% do quentão é puro imposto, enquanto o vinho nacional para fazer vinho quente tem alíquota de 54,73%.

“Impressionam as tributações de produtos típicos do arraial; algumas passam de 60%, como fogos de artifício. Já entre os produtos menos tributados estão alguns alimentos, em que praticamente não incide IPI e o ICMS é baixo”, comenta Marcel Solimeo, economista da ACSP. Cachorro quente, cuscuz, arroz doce e maçã do amor têm 15,28% de impostos.

Ele ressalta que já existem projetos de simplificação e unificação de impostos no Congresso, mas que é preciso criar meios de reduzir a carga tributária brasileira. “E isso só é possível com a aprovação da reforma da Previdência, que é o primeiro passo para a equilíbrio fiscal”, finaliza Solimeo.