Leis e Tributos

Dia dos Namorados: mais da metade do preço de presentes são impostos


Estudo encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mapeia peso dos impostos dos itens mais consumidos no Dia dos Namorados.


  Por Redação DC 06 de Junho de 2017 às 16:55

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Os produtos e serviços mais consumidos para celebrar oDia dos Namorados, a terceira data mais importante para o comércio, carregam uma carga tributária superior a 50% do preço final.

É o caso, por exemplo, de uma garrafa de champanhe, em que 59,49% do valor final de venda correspondem a impostos.  

O dado faz parte de um estudo encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que mapeia as cargas tributárias embutidas nos preços finais de mercadorias e serviços.

 “Se não houvesse toda essa carga, o consumidor teria um alívio, ainda mais em período de crise, em que os produtos sofrem efeitos da inflação e do câmbio”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

De fato, entre os países da OCDE, o Brasil é o segundo que mais tributa bens e serviços, atrás da Dinamarca. Não sem razão, na cesta de produtos mais procurados no Dia dos Namorados, do preço final de um frasco de perfume importado, 78,99% são tributos. 

Para o diretor regional do IBPT Alexandre Fiorot, “a alta carga tributáriase deve a uma legislação injusta, que privilegia a tributação sobre o consumo e que impacta ricos e pobres da mesma forma”. 

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