Leis e Tributos

Arrecadação da União cai 2,9% nos sete primeiros meses do ano


É o pior resultado desde 2010. Apenas em julho a queda foi de 3,13% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Receita Federal


  Por Agência Brasil 18 de Agosto de 2015 às 15:50

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


Em razão da recessão econômica, a arrecadação federal teve o pior resultado para o período de janeiro a julho em cinco anos, informou nesta terça-feira (18/08) a Receita Federal.

O país arrecadou R$ 712 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, uma queda de 2,91% em relação ao mesmo período de 2014.

O resultado para julho também foi o pior para o mês desde 2010. No mês passado, o país recolheu R$ 104,8 bilhões em receitas, o que representa redução de 3,13% em relação a julho do ano passado.

A queda no montante arrecadado, tanto no acumulado do ano quanto no mês, traz descontada a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A Receita Federal atribui como fator principal à queda a diminuição da produção industrial.

Houve redução de 5,82% no acumulado do ano em relação a igual período de 2014. Em julho, apesar da queda de 3,2%, a produção desacelerou o ritmo de recuo em relação a junho, quando havia decrescido 8,8%.
A queda na produção impacta o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

As vendas de bens e serviços, que afetam a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) também recuaram: 3,49% no mês e 5,67% de janeiro a julho.

A massa salarial, por sua vez, cresceu 4,91% em julho e 5,44% de janeiro a julho, registrando alta abaixo da inflação no período.

As desonerações tributárias dos últimos anos também contribuíram para a queda na arrecadação deste ano, gerando perdas de R$ 62,6 bilhões para o governo nos sete primeiros meses de 2015.

A renúncia fiscal é 11,76% maior que a do mesmo período de 2014. Desse total, a desoneração da folha de pagamento foi responsável pelas maiores perdas, equivalentes a R$ 13 bilhões.

 






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