Leis e Tributos

Alta do ICMS paulista elevou preços para o consumidor final


Luminárias subiram 13,4%, peças de vestuário, artigos de couro e calçados, até 7,3%, produtos eletrônicos, mais de 4,4% e móveis e colchões, 1,8%


  Por Redação DC 03 de Fevereiro de 2021 às 15:21

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


*com Estadão Conteúdo

O decreto do governo do Estado de São Paulo que determinou o aumento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) encareceu produtos do varejo em até 13,4% com a nova alíquota, segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Associação Paulista de Supermercados (Apas), divulgada pela Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop).

Produtos como luminárias subiram até 13,4%; peças de vestuário, artigos de couro e calçados, por sua vez, até 7,3%; produtos eletrônicos, mais 4,4%; móveis e colchões, 1,8%.

Segundo a pesquisa, o setor também sofre com o aumento dos custos indiretos, pois os impostos sobre máquinas e equipamentos usados nas indústrias e serviços de telecomunicações ficaram mais caros. Além disso, entra na conta o preço dos combustíveis. O levantamento indica que esses custos indiretos devem se refletir em uma alta de até 5% no custo operacional do comércio.

VEÍCULOS

Desde o dia 15 de janeiro, a alíquota do ICMS é de 5,53% para veículos usados, o que representou uma alta de 207% sobre a anterior, de 1,8%.

A pedido do Diário do Comércio a Confirp, empresa de contabilidade, fez uma simulação de quanto seria o aumento de preços para uma loja manter a margem de venda no caso de um carro usado no valor de R$ 100 mil.

Com a alíquota de 1,80%, o valor do ICMS era de R$ 1.800. A revenda, portanto, recebia R$ 98.200 líquidos pelo carro.

Com a nova alíquota, de 5,53%, o ICMS sobe para R$ 5.743,94. Para receber os mesmos R$ 98.200, o valor do carro teria de subir 3,94% ou R$ 3.943,94.

“Este é um cálculo científico, contábil, considerando apenas o ICMS, e vale lembrar que este imposto é base de cálculo para outros impostos”, diz Welinton Mota, contador da Confirp.

Para os novos, o aumento do imposto estadual foi de 12% para 13,3%, alta de 10,83%. 

 

IMAGEM: Thinkstock






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