Inovação

Um novo sistema garante qualidade de celular em locais fechados


Empresa viabiliza transmissão de sinais em locais fechados com grande tráfego de pessoas, como shopping centers, hotéis, terminais rodoviários e aeroportos


  Por Estadão Conteúdo 12 de Novembro de 2015 às 22:01

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A crise econômica e as pesadas obrigações de cobertura das empresas de telecomunicações abriram espaço para a entrada de um novo tipo de companhia no setor de telefonia e internet móvel.

Com capacidade própria de investimento, esse segmento do mercado pretende instalar uma grande quantidade de antenas em espaços fechados com circulação intensa de usuários dos serviços, alugando o sinal para as teles com custos diluídos ao longo de contratos de 20 anos.

A ideia é implantar sistemas robustos de transmissão de sinais em locais fechados com grande tráfego de pessoas, como shopping centers, hotéis, terminais rodoviários e aeroportos, cujas demandas dificilmente são atendidas pelas torres das teles tradicionais nas imediações.

Solução semelhante já foi adotada nos estádios que receberam jogos da Copa do Mundo de 2014, mas daquela vez a estrutura foi concebida e realizada por um pool formado pelas próprias companhias de telefonia. "A diferença agora é que as teles não gastarão um centavo em investimento.

Trata-se de um modelo inédito, no qual um agente neutro instala o sistema e depois aluga o uso da rede para as operadoras de telefonia por um longo prazo", destaca o presidente da QMC Telecom, André Machado. "Em um momento de crise, essa é uma solução ideal para que as companhias melhorem seu atendimento em locais chave das cidades com economia de recursos", acrescenta.

Pioneira no segmento, a QMC investiu cerca de R$ 10 milhões para instalar 440 antenas no Brasil 21, um complexo de hotéis, torres de escritórios e centro de convenções em Brasília. Em uma área total de 220 mil m2, há um retransmissor de sinal de telefonia e internet a praticamente cada 30 metros.

"O que oferecemos é a segurança de um sistema indoor de internet e telefonia que não falha. Nesse complexo, o nosso sistema suporta entre 15 mil e 18 mil pessoas conectadas ao mesmo tempo", completa Machado. Considerado o primeiro "showroom" da solução no País, o sistema já foi alugado para a Vivo e até o final do ano deve fechar contratos de 20 anos também com a Claro e a TIM.

"Essa primeira experiência já mostrará a capacidade do sistema em atender locais que recebem não apenas um fluxo diário significativo de pessoas, como também acolhem eventos corporativos de alto nível", acrescenta o executivo.

De acordo com a QMC, redes de hotéis e shopping centers já procuraram a companhia para conhecerem o serviço. "Esse tipo de local é o nosso 'filé mignon'. Um cliente que precisa sair da loja para atender uma ligação ou postar algo na internet é um cliente que o lojista perde", conclui Machado.