Inovação

Glossário do empreendedor: o que é uma incubadora


Operam no Brasil cerca de 360 instituições de apoio ao empreendedorismo, que oferecem capacitação e estrutura física para desenvolver modelos de negócios de startups com potencial de crescimento


  Por Italo Rufino 26 de Novembro de 2020 às 15:50

  | Repórter


Quando um bebê nasce prematuro, é comum que passe uma temporada dentro de uma incubadora. Dentro da caixa transparente quentinha, os recém-nascidos estão protegidos de ruídos e do ar externo – uma forma de evitar infecções. Passado o período de ganho de peso, a criança ganha alta.

No mundo dos negócios, também existe incubadoras. Mas, em vez de proteger bebês, elas resguardam empresas nascentes.

As incubadoras de empresas são instituições que auxiliam empreendedores à frente de startups iniciantes, mas que possuem produtos e serviços inovadores, com grande potencial de crescimento futuro. 

Atualmente, o Brasil possui cerca de 360 incubadoras, a maioria mantida por Universidades. 

Geralmente, as incubadoras oferecem suporte técnico, administrativo e mercadológico para as empresas. Os empreendedores também são acompanhados por especialistas, que os auxiliam a afinar o modelo de negócio, o que inclui prototipagem de produtos, definição de canais de venda, formalização do negócio e captação de recursos.

As incubadoras abrigam as startups em um mesmo espaço físico, como um coworking. No ambiente, também pode haver laboratórios e salas de reuniões e serviços gratuitos de telefonia, internet e recepção.

O período de incubação de uma empresa costuma ser pré-determinado, geralmente dura entre um e três anos.

Com o apoio intelectual, recursos e estrutura física, empresas incubadas possuem mais chances de sobreviver no mercado em seus primeiros anos de vida, aqueles que são cruciais para um negócio nascente vingar.

PARCERIA COM UNIVERSIDADES

Muitas universidades brasileiras possuem incubadoras. Isso se dá pelo fato de que muitas inovações tecnológicas nascem de pesquisas acadêmicas, realizadas por mestres e doutores.

No Brasil, se destacam o Cietec, ligado à Universidade de São Paulo; a Bio-Rio, que integra o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e a Celta, que abriga projetos de alunos e professores da Universidade Federal de Santa Catarina.

A Movile, desenvolvedora de aplicativos de marketplaces, como iFood e PlayKids, por exemplo, foi incubada na Unicamp.

Em 1995, Fabrício Bloisi, fundador da empresa era estudante de ciências da computação da instituição.

Duas décadas antes de ser considerada uma das startups mais promissoras do país, com valor de mercado próximo a US$ 1 bilhão, a Movile nasceu para desenvolver intranets para empresas. Na época, o nome da startup era Intraweb.

Com a privatização do setor de telecomunicações no final da década de 1990, a empresa passou a atender consumidores de operadoras de celular.

Com o passar dos anos, houve mais mudanças. Hoje, o foco da companhia é a inclusão digital por meio de serviços móveis em países emergentes.

Hoje, a Movile atua na Argentina, França, Estados Unidos, Colômbia, México e Peru. Os aplicativos da companhia possuem milhões de usuários ativos em todo mundo.

EMPRESAS EM BUSCA DE INOVAÇÃO

Nos últimos anos, grandes empresas criaram programas formais para apoiar startups em fase inicial. Devido a revolução que as fintechs tem causado no setor bancário, empresas do setor tem abrigado startups num formato similar ao de uma incubação.

Um exemplo é o InovaBra, programa de inovação aberta do Bradesco, que tem como objetivo cocriar soluções com empresas emergentes de tecnologia.

A ideia é se unir a startups com produtos alinhado às áreas de negócio do banco. No entanto, o programa é mais curto do que uma incubação. Tem duração de 10 meses.

 

IMAGENS: Thinkstock e divulgação






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