Gestão

Preços abusivos podem ser tiro no pé na Olimpíada


Sebrae lança cartilha com orientações sobre a qualidade de produtos e serviços aos turistas durante os Jogos Olímpicos e pede cuidado especial com precificação


  Por Agência Sebrae 05 de Julho de 2016 às 16:53

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Para que o Brasil se torne conhecido do turista como o país do preço justo e não do preço exagerado, como vem ocorrendo, o Sebrae lançou um alerta para os empreendedores. 

Aproveitando as Olimpíadas, a instituição preparou uma cartilha online com dicas de atendimento aos turistas durante o evento esportivo. Um capítulo é dedicado à precificação dosprodutos e serviços oferecidos pelas micro e pequenas empresas brasileiras, com um alerta contra a cobrança de preços abusivos durante o evento esportivo.

A cartilha, disponível no Portal Sebrae, orienta os empreendedores a cobrarem um preço justo dos turistas que visitarem o Rio de Janeiro e as demais cidades onde haverá jogos do torneio. 

De acordo com a diretora-técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, a prática de preços muito elevados pode motivar o turista a não recomendar a cidade como opção de visita, criando uma imagem negativa sobre aquele destino turístico. 

“O Brasil é considerado um país caro, mesmo com a desvalorização do real. É natural que, com o aumento da demanda, os preços sejam ajustados. Contudo, o turista, assim como todo consumidor, não deve se sentir explorado”, assinala. Para precificar um produto é preciso listar os custos fixos e variáveis, assim como a margem de lucro.

ATENDIMENTO DE EXCELÊNCIA

Além da precificação, a cartilha traz outras orientações de como alcançar a excelência no atendimento ao turista durante os Jogos Olímpicos: 

*Rever a prestação de serviços pela ótica do turista
*Ter foco no cliente
*Estabelecer parcerias
*Ter um relacionamento interativo com o freguês
*Atuar de forma diversificada no mercado
*Estar atento às tendências
*Entregar valor

“Empreender no turismo”, diz Heloisa Menezes, “é trabalhar enquanto todos estão de férias e se divertindo, ou em horários em que normalmente as pessoas estão dormindo, em feriados, nos quais a maioria das pessoas descansa.”

Para a diretora do Sebrae, restaurante fechado no horário de almoço, táxi que se recusa a levar os passageiros a determinados pontos da cidade, museu que fecha nos fins de semana, hotel que encerra o serviço de quarto às 22h “são incompatíveis com a excelência no atendimento. No entanto, tudo isso ainda é realidade em muitos destinos turísticos brasileiros”.

COMO APROVEITAR A OPORTUNIDADE

A cartilha lembra sete dicas que ganham ainda mais importância em momentos especiais como uma Olimpíada:

1 Os grandes eventos não são a última chance para faturar, mas oportunidades de atrair atenção do mundo para o Brasil. Por isso, saiba como precificar seu produto. Liste seus custos fixos e variáveis, assim como sua margem de lucro, e repasse ao consumidor o preço justo pelo produto/serviço que está sendo prestado.

2 Em toda relação comercial, o cliente é o ator principal. Assim, atenda seu cliente como gostaria de ser atendido em suas viagens. Conheça seu cliente para oferecer aquilo que ele quer e ter a capacidade de despertar vontades.

3 Estabeleça parcerias de tal modo que o turista não perceba que os serviços estão sendo prestados por empreendimentos diferentes. Esse é um importante indício de que a qualidade que você oferece está sendo replicada pelos demais.

4 Com base no perfil do seu cliente, escolha em qual rede social seu empreendimento estará. Adultos usam mais o Facebook, já adolescentes preferem o Snapchat. No Instagram, abuse de imagens chamativas e faça promoções que favoreçam a interação com seus fãs.

5 Entregue valor ao seu cliente, ou seja, surpreenda o cliente, ofereça algo a mais do que ele comprou. O que não significa, necessariamente, que a surpresa resida apenas em ações grandiosas. É possível surpreender com pequenas atitudes e mimos, típicos da hospitalidade.

6 Equipamentos turísticos, apesar de serem originalmente pensados para os turistas, podem e devem atender a outros tipos de público, como moradores e trabalhadores temporários. Contudo, é imprescindível diferenciar as necessidades de cada um e o que será entregue de valor.

7 A implantação de qualquer tendência tem que estar relacionada ao perfil do público-alvo dos estabelecimentos. Não seria efetivo, por exemplo, se tornar uma pousada supertecnológica se o cliente quer se desconectar.