Gestão

Os cuidados para que a reabertura das academias seja segura


O Sebrae reuniu dicas para o segmento das academias de ginástica, autorizado pelo governo de São Paulo a reabrir em algumas regiões


  Por Agência Sebrae 07 de Julho de 2020 às 17:53

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Passados mais de quatro meses do início das medidas de isolamento social, em virtude da pandemia de coronavírus, pouco a pouco as atividades econômicas começam a ser retomadas em todo país.

O afrouxamento das regras tem variado de acordo com as condições de cada cidade e estado no enfrentamento à doença. Nesse contexto, um dos segmentos mais duramente atingidos, segundo pesquisas do Sebrae, e que se encontra na expectativa de reabrir as portas é o de academias e centros de atividades físicas.

Com objetivo apoiar os micro e pequenos negócios que atuam nesse segmento, o Sebrae elaborou um protocolo com as principais orientações direcionadas a esses empreendedores.

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O objetivo do conteúdo é permitir que os donos de pequenos negócios do segmento possam fazer a reabertura de suas empresas como o máximo de segurança para o público interno e clientes.

Todas as orientações foram compiladas de órgãos oficiais nacionais e internacionais, tais como Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A regra número um é observar os decretos locais, respeitando a quantidade específica de público que pode ser recebido. Uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel, água e sabão para higienização correta das mãos e aparelhos também fundamentais para todos.

MUDANÇAS NO ESPAÇO

Antes de abrirem as portas, os gestores de academia e estúdios de práticas esportivas terão que realizar mudanças no espaço compartilhado por colaboradores e clientes.

A primeira delas é em relação aos aparelhos de musculação e ergometria que devem ficar afastados a uma distância mínima de 1,5m. Já as bicicletas e esteiras devem ficar a uma distância de no mínimo 4m entre si e da área dos demais aparelhos.

Na área de cardio, a recomendação do protocolo é de que sejam usados apenas 50% dos equipamentos para manter o distanciamento entre os alunos.

Nos locais de aulas coletivas e uso de pesos livres é necessário fazer marcações no chão, delimitando o espaço de 1,5m para cada pessoa.

Logo na entrada das academias, os empresários devem dispor de um tapete grande umidificado com água sanitária para desinfecção dos calçados de todos que cheguem ao local.

Facilite o acesso sem o uso da catraca, por exemplo com o fornecimento verbal de algum dado pessoal como CPF ou RG.

A comunicação por meio de cartazes com orientações aos clientes deve ser usada em todo o ambiente da academia.

Nesse período, corte o uso de bebedouros por pressão e oriente os alunos a levarem sua garrafa com água de casa. Não ofereça café, chá ou bebidas em garrafas compartilhadas.

O revezamento de aparelhos entre alunos também deve ser suspenso.

Avalie a possibilidade de abrir a academia em horários alternativos, nos horários de pico será necessária fazer a limitação da entrada de pessoas, de acordo com as regras locais. Esse número deve ser informado nos cartazes.

Idosos e pessoas que pertencem ao grupo de risco devem ser atendidas em horário específico e orientadas a realizar as práticas em casa através de acompanhamento online.

Use espaços estratégicos para disponibilizar álcool em gel e papel toalha.

Os armários usados pelos alunos para guardarem mochilas precisam ser reduzidos em 50% na sua capacidade, assim como os chuveiros.

Dê preferência para ventilação natural e evite o uso de ar condicionado.

Pelo menos duas vezes por dia a academia precisa ter uma divisão de subáreas interditadas para limpeza e desinfecção por 30 minutos.

No caso de piscinas, segundo especialistas em ciências farmacêuticas, as características do covid-19 fazem com que ele seja sensível ao cloro usado nas piscinas. A quantidade aplicada na água é suficiente para romper as membranas que envolvem o vírus e assim, eliminá-lo. A OMS esclarece que o nível de cloração de 15mg.min/litro é suficiente para matar o vírus.

As bordas, chuveiros, bancos, corrimãos devem seguir os mesmos padrões de limpeza de outros materiais, com uso de álcool em gel ou água sanitária.

Por ora, exercícios na água com compartilhamento de objetos como pranchas e boias devem ser suspensos.

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IMAGEM: Pixabay