Gestão

'O empreendedor é livre para empreender', diz Cotait Neto


Ao participar de evento em Garça, presidente da Facesp e da ACSP discorre sobre as vantagens para o comércio de recentes medidas que entraram em vigor


  Por Redação Facesp 22 de Julho de 2019 às 10:39

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Em visita a Garça (413 km distante da capital paulista) no último fim de semana, Alfredo Cotait Neto, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), discurreu sobre vários assuntos voltados para o comércio e para o cenário socioeconômico e político brasileiro.

Entre as questões abordadas por Cotait em evento da Associação Comercial e Industrial de Garça (Acig), o empresário comentou sua participação no projeto do Cadastro Positivo.

“É um projeto que aprovei quando estive no senado em 2010/2011 e que sofreu, naquela oportunidade, uma emenda dizendo que só poderiam constar no Cadastro Positivo, quem quisesse, ou seja você tinha que dar autorização para participar do cadastro positivo, por isso não funcionou", afirmou. "Já em 2019, no novo governo, conseguimos aprovar uma mudança desse item, e agora todos os consumidores farão parte do cadastro positivo.”

De acordo com o presidente da Facesp e da ACSP, milhões de brasileiros passarão a integrar o Cadastro Positivo, embora aqueles que não queiram ficar devem avisar e serão retirados. A retirada é vista pelo empresário como algo contra o cidadão, uma vez que dificultará o acesso ao crédito

LIBERDADE ECONÔMICA

Cotait também comentou sobre a recente MP da Liberdade Econômica. "É uma medida desburocratizante que entre as ações para o comércio, o contempla com a abertura aos domingos e em qualquer outro horário, sem a necessidade de ter uma imposição ou uma atribuição do Estado. O empreendedor é livre para empreender”, disse ele.

Segundo o presidente da Facesp/ACSP, cabe ao empreendedor decidir o que quer fazer, uma vez que está com seu estabelecimento, pagando impostos, precisando vender, precisando atender as necessidades, às vezes, da própria comunidade.

“Cabe ao empreendedor, a empresa, decidir o seu horário de funcionamento. Mas se trabalhar domingo, e vai poder abrir, deve respeitar as leis trabalhistas. Ele tem o discernimento de poder decidir o seu horário de funcionamento, mas tem que cumprir a legislação trabalhista.”