Gestão

Não sabe qual o público-alvo de sua loja? Seu problema acabou


Empresas especializadas em entender o mercado consumidor brasileiro ajudam o comerciante a identificar e interagir com seus potenciais clientes


  Por Italo Rufino 01 de Agosto de 2016 às 08:00

  | Repórter isrufino@dcomercio.com.br


Em um mercado consumidor multifacetado como o brasileiro, composto por uma população economicamente ativa de mais de 92 milhões de pessoas, determinar o público-alvo ideal para um negócio pode se tornar uma tarefa complicada.

Em uma mesma cidade – ou até mesmo em um único bairro – há variados perfis de consumidores, com renda, faixa etária, hábitos de consumo e estilo de vida totalmente diferentes entre si.

O antigo formato de segmentar o público-alvo apenas por classe social, idade e localização geográfica já não faz mais sentido nos dias de hoje. 

Por outro lado, é imprescindível que as empresas segmentem o mercado consumidor para ofertar os melhores produtos para a pessoa certa, no local correto e na hora adequada.  

Uma saída para o empreendedor entender os clientes e manter um diálogo adequado são os serviços digitais de segmentação de consumidores. 

Recentemente, a Boa Vista SCPC lançou no mercado o serviço Segmenta – um banco de dados que reúne informações de quase 200 milhões de pessoas. 

A Boa Vista analisou os consumidores brasileiros por diversas óticas. Foram utilizadas variáveis demográficas, como idade, sexo, renda; geográficas e comportamentais, como estilo de vida, personalidade, atitudes e interesses. 

A partir de um emaranhado de dados, a empresa adotou a técnica de clusterização, que agrupa consumidores com perfis similares.

Foram definidos cinco grandes grupos: desbravadores (jovens de baixa renda), ambiciosos (jovens de classe média), chefes de família (adultos de baixa renda), pessoas de negócio (adultos de alta renda) e seniors (idosos de baixa renda).

Alguns perfis possuem singularidades atrativas para o comércio. Por exemplo, os Ambiciosos são os mais consumistas, com alto protagonismo no mercado de crédito.

São consumidores que estão crescendo na vida e adquirindo bens duráveis, como carro e eletrodomésticos. Hoje, esse grupo representa 26% da população brasileira. 

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APLICAÇÃO NO VAREJO 

Na prática o serviço ajuda o comerciante a ganhar eficiência em ações de comunicação, prospecção de clientes e marketing e vendas. 

O dono de uma loja de calçados pode enviar sua base de dados de CPF’s para a Boa Vista, que vasculhará seus arquivos, alocará os clientes dentro dos grupos pré-definidos e encontrará os consumidores com maior aderência a marca. 

Sabendo exatamente qual o seu público – onde reside e circula, o que consume em outras empresas, canais de comunicação prediletos e suas aspirações – o empresário converge suas ações de marketing apenas para quem tem interesse na sua loja. 

Por exemplo, o grupo Pessoas de Negócios detém alta renda, consome produtos de segunda necessidade com tíquete alto.

No entanto, por possuir boa educação financeira, são menos suscetíveis às compras por impulso. Também não utilizam muito redes sociais, o que significa que sofrem maior impacto por mídias off-line. 

Se a loja pertencer a uma rede, o Segmenta também pode ajudar o comerciante a identificar o raio geográfico de influência da loja e o quanto cada cliente se desloca para comprar – fator essencial para identificar novos pontos de vendas promissores e investir em campanhas de mídia regional. 

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SERVIÇOS SIMILARES 

Há outras empresas que oferecem serviços de segmentação de mercado consumidor. Uma das mais conhecidas é a Serasa Experian, que possui o serviço Mosaic, que cruza dados da própria Serasa, dados públicos e análises de institutos de pesquisa. 

O Mosaic possui 11 grupos de consumidores, subdivididos em 40 segmentos, que foram agrupados após análise de mais de 400 variáveis. 

Um segmento de destaque é o Jovens Adultos da Periferia – pessoas de até 35 anos, protagonistas da ascensão da nova classe média e que responde por 20% do crédito concedido no Brasil. 

Esses jovens são referências em suas famílias por ter maior escolaridade e são responsáveis por introduzir novos hábitos de consumo em sua comunidade. Além disso, são altamente conectados. 

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