Gestão

Micros e pequenas empresas planejam investimentos para 2021


Pesquisa do Sebrae mostra que 63% dos empresários desses portes têm planos para alavancar os negócios no próximo ano


  Por Agência Sebrae 30 de Dezembro de 2020 às 14:35

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Pesquisa realizada pelo Sebrae junto aos donos de pequenos negócios mostra que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas em 2020, a maioria dos empresários (63%) continua otimista e pretende realizar investimentos no próximo ano.

As principais áreas onde os empresários pretendem aplicar seus recursos são: divulgação (13%), modernização de produtos e processos (13%), ampliação do atendimento ou capacidade produtiva (9%), além de ampliação do mix de produtos/serviços (9%).

Ainda segundo o levantamento, um a cada quatro empresários (27%) afirma não ter condições de fazer investimentos em 2021 ano e 10% preferem guardar dinheiro para uma emergência.

Apesar dessa expectativa de investimento, a pesquisa mostrou também que houve, em novembro, uma queda no ritmo de recuperação do faturamento das micro e pequenas empresas.

Pela primeira vez, depois de seis meses de uma retomada contínua, o faturamento médio registrou uma ligeira queda (passou -36% em setembro para -39% em novembro).

Houve ainda um crescimento da proporção de empresários que confessaram estarem com muitas dificuldades para manter o negócio em operação (de 43%, em setembro, para 47%, em novembro).

A pesquisa faz parte de uma série iniciada em março pelo Sebrae e Fundação Getúlio Vargas, a partir da chegada da covid-19 ao Brasil.

As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 24 de novembro, com 6.138 donos de pequenos negócios de todos os estados e Distrito Federal.  

INOVAÇÃO

O levantamento confirma um comportamento dos empresários no sentido de implementar inovações em seus negócios como forma de driblar os obstáculos impostos pela pandemia.

Entre setembro e novembro, cresceu de 39% para 43% o número de empresas que passou a oferecer um novo produto ou serviço, por força da crise.

A pesquisa também apontou um aumento (de 67% para 70%) na proporção de empresas que vendem utilizando internet (apps, Instagram, WhatsApp etc).

De acordo com os entrevistados, o WhatsApp é a plataforma mais utilizada (84%), seguida pelo Instagram (54%) e Facebook (51%).

O uso de site da própria empresa cresceu de 18% para 23%, entre junho e novembro. Já os aplicativos de entrega são a opção de 7% dos empresários.

MAIS CRÉDITO

Outro dado positivo da pesquisa é a continuidade da ampliação do acesso ao crédito pelos pequenos negócios. Desde abril, a proporção de empreendedores que tiveram o pedido de empréstimo aprovado pelos agentes financeiros saltou de 11% (abril) para 34% (novembro).

Já o nível de endividamento permaneceu no mesmo patamar, entre setembro e novembro. 31% das empresas têm dívidas em atraso (mesmo percentual da última pesquisa); 37% estão com dívidas, mas em dia com os pagamentos; e 32% declararam não ter dívidas.

 





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