Gestão

Mercado Livre amplia logística para melhorar experiência do cliente


Além do novo CD em Cajamar, marketplace lançou o Places, que habilita locais para receber encomendas de pequenos e-commerces cadastrados na plataforma. Já a Amazon anuncia estudar abertura de novos CDs


  Por Estadão Conteúdo 29 de Agosto de 2019 às 14:07

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Mercado Livre anunciou nesta quinta-feira (29) a ampliação de sua malha logística e a criação de pontos de retirada de encomendas de marketplace na cidade de São Paulo, durante o evento Mercado Livre Experience. 

Os cofundadores da empresa, Stelleo Tolda e Marcos Galperin, afirmaram que o Mercado Livre inaugurou um CD de fulfillment na cidade de Cajamar, em São Paulo.

"Atualmente, cerca de 30% de todas as entregas são realizadas por meio da nossa malha logística. Há um ano, eram apenas 5%", afirmou o vice-presidente de Mercado Envios para a América Latina, Leandro Bassoi. "Também estamos avançando no porcentual de entregas em até dois dias. Atualmente, 60% das entregas feitas por Fulfillment ocorrem nesta prazo."

LEIA MAIS:A estratégia para aumentar a eficiência nas entregas de sua loja online

O Mercado Livre já conta com um CD na cidade de Louveira, em São Paulo, e três centros de Cross Docking também no estado paulista, com uma malha logística de mais de 200 mil metros quadrados. A empresa anunciou também, durante o evento, o programa Places, ainda em fase piloto e com foco na capital de São Paulo.

Com o Places, locais habilitados pelo Mercado Livre vão receber pacotes de vendedores do marketplace. "Os produtos são retirados pela equipe de Cross-Docking da empresa, que dá seguimento ao envio ao consumidor de forma mais rápida", afirmaram representantes da empresa.

"Queremos entregas mais rápidas com menos custos. Temos conseguido, dentro do marketplace, uma conversão melhor em vendas, por meio da experiência do cliente", disseram representantes do Mercado Livre. O programa Places será feito pelo Mercado Livre em parceria com a empresa Kangu, que atuará como agregadora dos pontos físicos.

OS FUTUROS CDs DA AMAZON 

Após inaugurar um Centro de Distribuição de 47 mil metros quadrados também em Cajamar, na Grande São Paulo, em janeiro, a Amazon já estuda expandir o espaço ou até abrir novos pontos em outras cidades do País.

De acordo com o diretor de Varejo da Amazon no Brasil, Daniel Mazini, a experiência obtida com o CD de Cajamar já mostrou necessidade de ampliação. "Foi a capacidade que a gente achou que era suficiente para esse primeiro momento. A gente está aprendendo desde já que talvez ela capacidade não seja suficiente. Temos a opção de ampliar o próprio CD ou ir para outros. Estamos analisando", disse Mazini em entrevista ao Broadcast do Grupo Estado.

LEIA MAIS:Consumo digital cresce velozmente, mas esbarra em obstáculos estruturais

Os dados obtidos com os primeiros meses de operação do CD de Cajamar possibilitaram à Amazon analisar onde o cliente está e, com isso, definir com mais assertividade os locais de abertura de CDs futuros.

Mazini não revelou quais cidades estão sendo cogitadas, mas até o momento, já são mais de 200 mil produtos vendidos e entregues pela Amazon Brasil distribuídos em mais de 20 categorias, entre livros, esportes e casa e jardim.

A expansão da operação no Brasil também atraiu revendedores, os chamados "sellers", que utilizam o marketplace da Amazon para fazer negócio. Sem citar um número exato, Mazini contabiliza dezenas de milhares de fornecedores e empresas na plataforma da americana no Brasil. O número mundial chega a 2 milhões.

"Tem dois tipos: as grandes empresas, como Mobly, e os menores. Desde que a gente anunciou nossa expansão em varejo, em janeiro, o crescimento dos sellers aumentou demais. Estamos muito animados", afirmou.

A título de comparação, entre as concorrentes da Amazon com capital aberto no Brasil, a B2W possui mais de 30 mil revendedores em seu marketplace. Já o Magazine Luiza anunciou em seu último balanço trimestral que ultrapassou 8 mil revendedores, enquanto a Via Varejo chegou a 4,5 mil.

Questionado sobre possível interesse da empresa nos Correios diante do anúncio de intenção do governo federal de privatizar a empresa estatal, Mazini disse apenas que não comenta rumores. O executivo afirmou que os Correios são parceiros da Amazon e que a empresa também tem contratos com outras oito transportadoras no Brasil. "Não temos nada para anunciar", afirmou.

FOTO: Thinkstock