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Marca O Boticário é "absolvida" no Conar


A polêmica campanha do Dia dos Namorados com imagens de casais homoafetivos foi denunciada por consumidores que consideraram a propaganda imprópria


  Por Estadão Conteúdo 17 de Julho de 2015 às 10:24

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Uma das campanhas mais comentadas dos últimos tempos no Brasil, o comercial do Dia dos Namorados da marca de cosméticos O Boticário, foi "absolvido" no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

A denúncia de consumidores que consideraram a propaganda imprópria por mostrar cenas com casais homossexuais foi arquivada por unanimidade. Um dos relatores, ao comentar o tema, afirmou: "Não contem publicidade para omitir a realidade".

A campanha, que estreou no fim de maio, no intervalo do Fantástico, da TV Globo, causou polêmica nas redes sociais e virou sucesso no YouTube.

O comercial, até esta sexta (17/07), às 10h28, tinha mais de 3,5 milhões de visualizações no site de vídeos. A temática gerou queixas de políticos conservadores, que chegaram a propor um boicote à empresa.

Em junho, justamente no momento em que a propaganda era exibida intensamente na televisão, criou-se uma "guerra de opiniões" sobre o filme, criado pela agência AlmapBBDO.

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O conteúdo criou uma batalha de "gostei" e "não gostei" nas avaliações do YouTube. Com o passar do tempo, porém, a visão positiva do vídeo acabou predominando. Na quinta-feira, eram 386 mil "gostei" e 192 mil "não gostei". A conversa chegou até ao site Reclame Aqui, que exibe queixas de consumidores.

Em resposta ao debate, O Boticário divulgou nota afirmando que "a proposta da campanha Casais é abordar, com respeito e sensibilidade, a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor - independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual – representadas pelo prazer em presentear a pessoa amada no Dia dos Namorados".

Segundo fontes do mercado publicitário, a diferença entre o filme de O Boticário e os de outras marcas brasileiras que já abordaram as relações homoafetivas residiu na força da veiculação. "Hoje, há um medo enorme (das reações), a propaganda ficou muito careta e politicamente correta.