Gestão

Maksoud Plaza pede recuperação judicial


Com a pandemia, a taxa de ocupação do hotel está por volta de 3%. Brigas envolvendo herança também prejudicam esse ícone da hotelaria paulistana


  Por Estadão Conteúdo 23 de Setembro de 2020 às 14:40

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Um dos símbolos da hotelaria paulistana, o Maksoud Plaza entrou com pedido de recuperação judicial para pagar suas dívidas, segundo comunicado divulgado pelo hotel e por sua controladora, a Hidroservice Engenharia.

O valor total incluído na ação de recuperação judicial, protocolada na segunda-feira, 21, é de pouco mais de R$ 81 milhões, mas os débitos totais, incluindo os trabalhistas, chegariam a R$ 120 milhões, disse uma fonte próxima ao caso.

O hotel voltou a funcionar no último dia 4, após quase seis meses de portas fechadas por causa da pandemia. A taxa de ocupação, em função do esvaziamento do turismo de negócios, diz o comunicado da empresa, está por volta de 3% em São Paulo.

Para cortar custos, a companhia diz ter demitido 50% dos seus funcionários no último dia 18.

DISPUTA FAMILIAR

O hotel é alvo de uma disputa familiar. A briga relativa à herança põe em cantos separados pai e filho: no caso Henry Maksoud Neto e Roberto Maksoud.

Documento assinado pelo avô deu ao neto os direitos sobre a herança. Mas os filhos do primeiro casamento de Henry Maksoud, Roberto e Cláudio, afirmam que a assinatura é falsa e o documento não tem valor legal - o que Maksoud Neto sempre negou.

Outro imbróglio envolve o edifício do Maksoud Plaza. Em 2011, por causa de uma dívida trabalhista da Hidroservice, o imóvel - avaliado em cerca de R$ 400 milhões - foi a leilão judicial.

Os empresários Fernando Simões e Jussara Simões, da Júlio Simões Logística (JSL), arremataram o prédio como pessoas físicas. Desde então, iniciou-se uma briga pela propriedade.

Em dezembro de 2019, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou o leilão válido, mas a família continua a recorrer. A decisão foi ao TST porque o hotel foi a leilão por dívidas trabalhistas. 

 

IMAGEM: Maksoud Plaza/divulgação





Publicidade





Publicidade





Publicidade