Gestão

Lojas físicas ainda respondem pela maioria das vendas mundiais


Para varejistas brasileiros, 61% das vendas devem continuar a ser feitas por esse canal até 2020, de acordo com levantamento da KPMG Global


  Por Redação DC 05 de Setembro de 2018 às 13:27

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Lojas físicas ainda são responsáveis, mundialmente, pela maior fatia de vendas, proporção que é mais acentuada no Brasil.

De acordo com levantamento da KPMG Global, 69% das vendas aconteceram por esse canal ante 14% por canais próprios na internet, 11% em marketing/venda direta e 6% por lojas virtuais parceiras.

Segundo os executivos do Brasil, no futuro próximo (até 2020), 61% das vendas ainda devem ocorrer por canais físicos, sendo que apenas 17% dos entrevistados pretendem diminuir o número de lojas físicas.

No caso das empresas de produtos de consumo, a tendência de vender produtos diretamente para o consumidor final, sem intermediários, foi indicada por 41% dos respondentes.

A pesquisa da KPMG também revelou que 22% das empresas brasileiras respondentes esperam alcançar crescimento na receita de 10% ou mais neste ano fiscal.

A maior preocupação dos líderes das empresas de produtos de consumo e do varejo no Brasil é a demanda por velocidade, eficiência e transparência (32%), seguida da competição com empresas de plataforma e comércio eletrônico (29%) e novos concorrentes disruptivos (26%).

São estas as conclusões da pesquisa "Global Consumer Executive Top of Mind 2018", conduzida pela KPMG Global com 530 executivos do setor de consumo e varejo, dos quais 68 são brasileiros.

Os entrevistados também foram questionados sobre o grau de maturidade de suas organizações em três áreas-chaves. No Brasil, a maioria das empresas indicou ser ainda iniciante em transformação digital (54%), centralidade no cliente (51%) e cadeia de suprimentos responsiva (57%).

Nessas mesmas áreas, apenas 7% indicaram estar em um nível de maturidade avançado em termos de transformação digital, 2% em relação à centralidade no cliente, e 11% em se tratando de uma cadeia de suprimentos responsiva.

"As empresas de bens de consumo e varejo têm sido impactadas por mudanças nos hábitos e nas expectativas do consumidor, novos competidores e inovação digital. Identificamos, através da pesquisa, como principais tendências a presença de novos competidores disruptivos, a demanda por maior eficiência e rapidez, o avanço da tecnologia e varejistas criando seus próprios produtos", afirma o sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil, Guilherme Nunes.

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