Gestão

Heineken dá mais uma aula de Marketing


Nova campanha da marca de cerveja ultrapassou os 5 milhões de visualizações em menos de 24 horas com vídeo que derruba estereótipos desse mercado


  Por Mariana Missiaggia 06 de Junho de 2016 às 15:15

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


A velha fórmula "mulher + futebol" ganhou nova roupagem na nova propaganda da Heineken Brasil. No vídeo, três homens acompanhados de suas namoradas em um restaurante são surpreendidos ao receber o cardápio com a seguinte mensagem: “Quer ficar livre para assistir à final da UEFA numa festa da Heineken? Dê para sua mulher um fim de semana neste SPA”.  

Além da frase impressa, havia um vale-presente para cada namorada. Todos toparam a proposta e com discursos românticos para suas namoradas, entregaram o voucher. Mas o que eles não imaginavam, é que elas sabiam de tudo.

Em menos de 24 horas, a campanha viralizou na internet com mais de cinco milhões de visualizações e mais de 120 mil compartilhamentos. 

Esse movimento em torno das campanhas da empresa não é exatamente uma novidade. Desde 2012, a marca vem apresentando campanhas criativas e bem-humoradas – livres dos clichês de sexualização das propagandas e objetificação do corpo feminino. Um posicionamento inovador, que prima por surpreender o cliente para fidelizá-lo, de acordo com Letícia Menegon, coordenadora da incubadora de negócios da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

LEIA MAIS: Quer viver de cerveja? Então tome decisões sóbrias

Letícia explica que o diferencial da campanha se deve ao conceito de intraempreendedorismo. Ou seja, quando funcionários da organização tratam o marketing de uma forma diferente e trabalham como se estivessem gerindo o próprio negócio.

“É o que move a inovação dentro de uma empresa”. “A preocupação em vender está aliada à construção de uma marca. Isso é tangível para qualquer negócio e a Heineken sabe fazer muito bem”, diz.

No entanto, Letícia avisa que a utilização da mulher com viés sexual, não apenas em propagandas de cerveja, ainda está longe de chegar ao fim. Marcas que ainda apelam para esse modelo, segundo a especialista, "estão claramente atrasadas, e desesperadas para fisgar um público que aceita e consome o machismo".

“As agências de publicidade ainda são dominadas pelo mundo masculino. E infelizmente, a maior parte (dos comerciais) é muito agressiva.” 

LEIA MAIS: Consumo de destilados dispara no interior de São Paulo