Gestão

Confira seis benefícios do Pix Saque e do Pix Troco para o varejo


A Afrac listou vantagens como a remuneração dos estabelecimentos que aderirem a essas modalidades, além da fidelização da clientela


  Por Redação DC 16 de Dezembro de 2021 às 14:07

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Após completar um ano em funcionamento no país, o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, implantou duas novas modalidades em novembro: o PIX Saque, que permite ao cliente sacar dinheiro em espécie nos estabelecimentos comerciais, e o PIX Troco, que também possibilita o saque em forma de troco após a realização de uma compra ou prestação de serviço.

A atualização busca estimular o comércio a se adaptar à nova forma de pagamento - visto que até meados de maio de 2021 as transferências instantâneas de consumidores para empresas por meio do Pix representavam apenas 12% do total.

“Nas lojas físicas esse formato ainda não decolou. O cartão de débito e crédito, além do dinheiro, seguem liderando os pagamentos e isso se deve, em grande parte, a uma questão cultural por parte dos varejistas”, diz Edgard de Castro, vice-presidente de Relações Institucionais da Afrac (Associação Brasileira de Automação para o Comércio).

Castro avalia que as novas funcionalidades do Pix ajudarão o comércio a atrair mais clientes. O executivo da Afrac listou seis benefícios para o comércio que aderir ao Pix. Confira:

 

1 - Atração de clientes

Os estabelecimentos comerciais viram pontos de conveniência, onde as pessoas podem sacar dinheiro. Esse fluxo pode trazer para dentro dos pontos de venda novos potenciais clientes que passam a consumir o seu produto ou serviço principal depois de conhecê-lo por uma necessidade primeira de um saque, por exemplo. 

 

2 - Fidelização

Essa mesma função de conveniência não apenas atrai, como também fideliza os potenciais clientes ao oferecer um benefício 2 em 1 e, portanto, com isso, se diferenciar da sua concorrência local. Afinal, em uma única visita à padaria, por exemplo, é possível tomar o café da manhã e já realizar o saque de dinheiro necessário para o dia. E, assim, evita-se uma visita ao caixa eletrônico ou o deslocamento ao banco, além de o cliente ter o seu tempo otimizado. 

 

3 - Recebimentos

Ao praticar o Pix Saque ou o Pix Troco o comércio recebe uma pequena tarifa nas operações, que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação. Individualmente pode não parecer atrativo, mas no volume o serviço pode representar uma nova fonte de renda ao estabelecimento que diariamente busca se reinventar. E isso se soma ao aumento do ticket médio que essa conveniência pode gerar, como indicado nos pontos acima.

 

4 - Mais segurança

O pagamento em dinheiro é o terceiro preferido das pessoas nas compras físicas e o primeiro mais utilizado para o pagamento de contas de consumo, de acordo com a pesquisa conjunta entre CNDL e SPC Brasil. Isso significa que estabelecimentos que giram muito dinheiro, como postos de combustíveis, sentirão o benefício ao retornar essas notas em espécie para o mercado com mais rapidez. E, com menos dinheiro parado em caixa, menor os gastos com segurança e transporte.

 

5 - Liberdade

Apesar dos limites de saque estipulados pelo Banco Central, de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 à noite, entre 20h e 6h, o comerciante tem autonomia para fixar os limites das transações. Ou seja, a adesão às modalidades é totalmente customizável para não impactar, por exemplo, a disponibilidade de troco das lojas.

 

6 - Mudança de cultura

A maior parte do varejo físico é alimentada por bancos tradicionais que cobram taxas da pessoa jurídica para o recebimento por meio do Pix, à exemplo do que acontece com as transações pagas nos cartões de débito e crédito. Por esse motivo, os empresários perdem a motivação para incentivar sua adoção, visto que ela exige não apenas um preparo tecnológico, como também treinamento de equipe. Entretanto, o Pix Saque e o Pix Troco invertem essa lógica e pagam o varejista pela transação - o que pode vir a financiar seu melhor entendimento e aplicação.

 

IMAGEM: Marcello Casal Jr./Agência Brasil







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