Gestão

Combate à covid-19 / iFood distribui 110 mil kits de higiene a entregadores


Após criar fundos assistenciais para seus colaboradores, a plataforma faz parceria com rede de saúde conveniada e aumenta distribuição de kits com máscara e álcool em gel


  Por André de Almeida  02 de Maio de 2020 às 13:24

  | Repórter andre.dcomercio@gmail.com


A empresa de entrega de refeições iFood, com o objetivo de proteger a saúde e evitar a contaminação dos seus entregadores pela covid-19, distribuirá este mês 110 mil kits de higiene contendo álcool em gel, máscaras e folhetos informativos sobre o novo coronavírus.

A ação é a mais recente medida sanitária anunciada pela plataforma, que já entregou outros 50 mil kits em 18 cidades no Brasil, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Brasília, Porto Alegre e Curitiba. Atualmente a empresa conta com cerca de 170 mil entregadores parceiros em mais de mil cidades do país.

“Também fizemos uma parceria com uma rede conveniada de saúde (AVUS) que garante descontos em clínicas médicas, laboratórios e farmácias para os entregadores até o inicio de julho”, afirma o vice-presidente de Logística da plataforma, Roberto Gandolfo.

Com o plano de vantagens, os profissionais de entrega cadastrados pagarão apenas pelos serviços que utilizarem e os descontos podem chegar a 80%. Não há mensalidade e os benefícios também são válidos para um dependente da escolha do entregador, sem a necessidade de vínculo familiar.

AUMENTO DA DEMANDA

A adoção das medidas sanitárias veio em uma época de aumento na demanda pelos serviços da plataforma. Com a pandemia e o isolamento social, o delivery de refeições ganhou força no país.

Apesar de não divulgar números atualizados, Gandolfo conta que a partir da segunda quinzena de março, no inicio da quarentena, houve uma mudança no comportamento dos clientes, que passaram a fazer pedidos com mais frequência pela plataforma, principalmente nos horários de almoço e do jantar.

A surpresa, segundo ele, ficou por conta do aumento da demanda no café da manhã.

“Talvez o nosso maior desafio logístico durante a pandemia seja lidar com as curvas de pico nos horários de maior movimento. É preciso gerenciar os pedidos que estão entrando, a frota disponível naquele momento e até a dispersão geográfica dos entregadores na cidade”, diz.

Atualmente, de acordo com Gandolfo, o tempo médio de entrega na cidade de São Paulo, por exemplo, é de 27 minutos. O último número oficial divulgado pela empresa, de novembro de 2019, revela que a plataforma recebe 26,6 milhões de pedidos mensais.

“No momento, estamos preparados para o crescimento de entregas. Nossa capacidade de suportar o aumento de demanda sem comprometer a qualidade do serviço é de 20% a 30%. Toda nossa estrutura é pensada em ser escalável”, explica o executivo.

FUNDOS

Além da entrega dos kits de higiene e do plano de benefícios em saúde, o iFood criou dois fundos para dar suporte aos entregadores por conta da pandemia.

O primeiro deles, de R$ 1 milhão, é destinado aos parceiros com sintomas ou diagnosticados com o novo coronavírus. Outro, também de R$ 1 milhão, é voltado aos entregadores que precisam ficar em isolamento pelo fato de terem mais de 65 anos ou pertencentes aos grupos de risco.

SEM CONTATO

Ainda como forma de evitar a transmissão da covid-19, os usuários da plataforma podem optar por receber a entrega sem contato físico com o entregador.

Na prática, ao finalizar o seu pedido, o usuário escolhe pelo aplicativo a opção de local mais adequada para o entregador deixar sua refeição com segurança. Pode ser, por exemplo, no portão da casa, prédio ou na portaria do condomínio.

Se precisar dar mais detalhes sobre o local de entrega, os consumidores podem conversar pelo chat com a loja ou com o entregador. O meio de pagamento deve ser virtual, o pedido será deixado no local indicado e o usuário será avisado via app para que possa retirá-lo, sem contato com o profissional de entregas.