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Cabify muda cálculo de tarifa. Preço da corrida deve aumentar


O cálculo agora leva em conta, além da quilometragem, o tempo estimado para que o trajeto seja percorrido


  Por Estadão Conteúdo 15 de Junho de 2018 às 18:51

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O aplicativo de caronas Cabify anunciou nesta sexta-feira, 15/06, que mudou o sistema de cálculo de tarifas de suas viagens. Agora, o valor calculado da viagem avalia a distância a ser percorrida e o tempo estimado para o trajeto - até então, o pagamento levava em conta apenas a quilometragem.

Com a mudança, os passageiros do Cabify passam a descobrir o valor a ser pago na viagem assim que solicitam um motorista pela plataforma. Antes, a tarifa que aparecia no aplicativo era estimada e poderia mudar de acordo com a viagem.

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Outra mudança está entre os valores das tarifas mínimas, que antes custavam R$ 7 e agora passam a valer R$ 8,10. A alteração impacta também nos trajetos curtos: em uma viagem de poucos quilômetros, se a região estiver congestionada, o custo será mais caro que o valor pago no mesmo trajeto em um tráfego normal.

O Cabify defende que o novo sistema de cálculo de tarifas valoriza a relação com os motoristas parceiros e ajuda a manter um serviço de qualidade. A empresa prevê ainda que com a mudança, os usuários tenham mais opções de veículos disponíveis e, consequentemente, redução no tempo de espera.

"Os motoristas parceiros enfrentam trânsito por muito tempo em algumas cidades e devem ser reconhecidos por isso", diz Luis Saicali, diretor de operações da Cabify Brasil.

A alteração, diz a empresa, estará disponível para usuários das oito cidades brasileiras que o aplicativo funciona: São Paulo, Campinas, Santos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Curitiba. E funcionará em perfis pessoais e corporativos.

Atualmente o Cabify é o terceiro aplicativo mais usado no mercado de viagens compartilhadas no País, com 3 milhões de usuários. O mercado brasileiro é considerado um dos três maiores da companhia, que disputa espaço com gigantes como Uber e Didi, atual dona da 99.

 

IMAGEM: Thinkstock