Gestão

ACSP vai ampliar atuação próxima do cotidiano das empresas


No 13º Seminário das Sedes Distritais, Alfredo Cotait Neto, presidente da Associação Comercial de São Paulo (na foto), disse que distritais precisam ter papel de liderança nas regiões onde estão inseridas


  Por Redação DC 15 de Julho de 2019 às 08:30

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


As distritais da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) são os braços da entidade nas diferentes regiões da capital paulista. Elas ajudam a capturar as demandas dos empresários dos bairros e se mobilizam para encontrar soluções, muitas vezes acionando o poder público.

A modernização pela qual passa a entidade-mãe também atinge as distritais. São modificações que vão além das melhorias estruturais. Haverá mudanças nas fachadas dos prédios e nas instalações dos escritórios, mas o fundamental será o empenho para tornar ainda mais íntima a ligação com o cotidiano daqueles que empreendem.

DIRETORES DAS 15 DISTRITAIS DA ACSP ESTIVERAM PRESENTES EM
SEMINÁRIO QUE DISCUTIU A ATUAÇÃO DA ENTIDADE NOS PRÓXIMOS ANOS

“Nossa função principal é defender o comerciante. Temos de saber as dificuldades desses empresários, o que é preciso para melhorar os seus negócios. Esta é a postura que precisamos fortalecer”, disse Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), durante o 13º Seminário das Sedes Distritais, realizado no sábado passado (13/07).

Dentro desse objetivo, Cotait destacou a importância da atuação política - não partidária - das distritais da ACSP. “Temos de participar da comunidade, ter relação com o subprefeito, fazer com que a distrital seja o polo convergente da sua região, que ela tenha um papel de liderança na região onde está inserida”, disse o presidente da ACSP.

Presente ao encontro, o empresário Andrea Matarazzo, que atuou como subprefeito da Sé entre 2005 e 2009, lembrou que as sedes distritais têm grande potencial para catalisar os problemas e soluções que existem na cidade.

“Quem conhece mais os problemas do tráfego local, o engenheiro da CET que cria modelos no computador ou o comerciante que enfrenta todos os dias o congestionamento na porta da loja?”, questionou Matarazzo.

Ele lembrou de problemas atuais que pedem maior participação política das distritais, a exemplo da mobilização pelo “IPTU Justo” e de ações contra a iniciativa da prefeitura de São Paulo de liberar mais 45 mil licenças para ambulantes atuarem na cidade.

ORDINE: AS DISTRITAIS SÃO OS OLHOS E OUVIDOS DA ACSP

“A cidade deveria ter hoje 2 mil ambulantes regulares, vendendo artesanato. O resto vai vender contrabando, pirataria e carga roubada”, afirmou o empresário. “Se as 15 distritais da ACSP se mobilizarem, falando em nome dos comerciantes de todas as regiões da capital, não há prefeito que não irá ouvir essa voz.”

ÁREA COMERCIAL

Uma outra frente de atuação é a comercial, que será reforçada. Parcerias com a cooperativa de crédito Sicredi, que hoje tem postos de atendimento dentro de três distritais, devem ser ampliadas, levando o serviço para outras regiões, por exemplo.

Mas Cotait deixou claro que o carro-chefe das atuações das distritais devem ser os produtos e serviços próprios da ACSP, como o ACCelular, os certificados digitais e de origem, a antecipação de recebíveis e o Balcão do Empreendedor, que permite ao empresário resolver grande parte de suas demandas em um único local.

MATARAZZO (AO LADO DE COTAIT) DESTACOU A
IMPORTÂNCIA DA ACSP ATUAR JUNTO DO
PODER MUNICIPAL

“A manutenção da parte institucional da ACSP depende do desempenho da área comercial, por isso é lógico esse reforço. Nossa intenção é manter as 15 distritais e até ampliar para mais regiões, mas isso depende de um comercial forte”, disse o presidente da ACSP.

INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

Uma das mudanças discutidas no seminário é a descentralização do departamento financeiro das sedes distritais. A ideia é que cada uma terá autonomia financeira nessa nova gestão.

Há ainda a possibilidade de mudanças físicas das distritais para outras regiões, como destacou Roberto Mateus Ordine, vice-presidente da ACSP.

“A força do comércio não está mais no Centro da cidade, ela foi para os bairros, e isso é muito dinâmico hoje, as ruas de comércio mudam sempre, e temos de acompanhar essas mudanças porque as distritais são os olhos e ouvidos da ACSP”, disse Ordine.

 

IMAGENS: Danielle Pessanha/ACSP