Gestão

ACSP protesta contra interdição da rua Boa Vista


“Não bastasse os inconvenientes dessa medida,a Prefeitura decidiu, de forma arbitrária e sem qualquer diálogo, estender a interdição para todas as sextas-feiras em maio" afirma Alencar Burti, presidente da entidade


  Por Redação DC 24 de Maio de 2018 às 12:16

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, lamenta a decisão da Prefeitura de São Paulo de continuar a interdição da Rua Boa Vista para carros particulares nas últimas sextas-feiras do mês, apesar dos prejuízos acarretados para as atividades econômicas estabelecidas na região.

“Não bastasse os inconvenientes dessa medida, inexplicavelmente a Prefeitura decidiu, de forma arbitrária e sem qualquer diálogo, estender a interdição para todas as sextas-feiras em maio, prejudicando ainda mais as atividades na área central, sem qualquer consideração sobre o impacto negativo que essa decisão acarreta para empresas legalmente estabelecidas, que pagam seus impostos, geram emprego e renda e atendem às necessidades da população”.

Burti lembra que há mais de uma semana a ACSP enviou ofício ao prefeito Bruno Covas pedindo audiência.

“Não recebemos qualquer resposta até o momento, o que julgamos lamentável, pois a Associação Comercial de São Paulo é uma entidade que há 123 anos participa ativamente da vida da cidade, sempre procurando colaborar com o setor público”.

Ele frisa que os empresários da região reclamam dessa falta de diálogo e argumentam que a maior parte das atividades da área central em torno da Rua Boa Vista vive do movimento apenas de segunda a sexta-feira durante o dia, pois não funcionam à noite e nos fins de semana.

“Qualquer medida que prejudique o movimento nesse período tem um impacto negativo muito grande sobre o resultado dos negócios. Os comerciantes se perguntam: por que somente na Rua Boa Vista essa interdição?”, diz o presidente da ACSP. “Desestimular o uso do carro é um processo que depende de conscientização da população, de oferta de alternativas viáveis de transporte e do envolvimento de todos, não somente de quem trafega pela Rua Boa Vista”.