Finanças

Tomada de crédito por MPEs do Nordeste cresceu 38% em fevereiro


Levantamento da plataforma de crédito Gyra+ mostra também que as vendas dos pequenos negócios estão desacelerando


  Por Redação DC 15 de Março de 2021 às 15:05

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A região Nordeste liderou o maior porcentual de crescimento na tomada de crédito por parte dos micros e pequenos empresários, com uma expansão de 38% sobre janeiro, de acordo com o Índice GyraTrend, da plataforma de crédito Gyra+.

O crescimento da demanda por crédito no Nordeste foi capitaneado por Ceará e Pernambuco. O efeito mostra uma tendência de antecipação a medidas mais drásticas, como adoção do “lockdown”.

O Centro-Oeste registrou 27% de aumento da demanda por empréstimos sobre janeiro. Na sequência, aparece o Sudeste, com aumento de 13% e Região Norte, com aumento de 7%.

A única queda, de 8%, foi registrada no Sul do País.

O GyraTrend também acompanhou as vendas das micro e pequenas empresas em fevereiro - considerando os setores a que cada uma pertence e a média móvel dos últimos 12 meses.

Os segmentos de varejo e atacado, que vinham apresentando altas nos meses anteriores, desta vez amargaram quedas de 6% e 3,2%, respectivamente.

O setor de serviços continuou com recuperação - mostrando um ligeiro avanço de 1,1%. “O mês de fevereiro manteve a tendência observada em janeiro”, menciona o CEO da Gyra+, Rodrigo Cabernite.

Segundo ele, indicador captou desempenho abaixo do esperado nos canais de vendas envolvendo os canais on-line, sendo este canal o destaque de crescimento nos últimos meses. Na comparação com janeiro, as vendas pelos canais on-line encolheram 4,9%.

As vendas somadas de on-line e físicas recuaram 5,1% e as vendas nas lojas físicas ficaram praticamente estáveis, com ligeira retração de 0,3%.

 No segmento on-line, a queda nas vendas de peças para veículos, de 5,4% (acumulado de 12 meses encerrados em fevereiro sobre o mesmo período no ano passado), foi ponto de atenção.

Também apresentou retração na média móvel de 12 meses, de 3,7%, vendas no varejo de vestimenta, tanto no on-line quanto físico.

Outras quedas registradas foram: equipamento de TI, Games e Comunicação (0,4%), Serviços de Consultoria (3,6%), Produtos Alimentícios e Bebidas (3,8%), Outros Serviços (4,8%), Outro Segmento Comércio (4,8%) e Artigo Recreativos ou Esportivos (5,8%).






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