Finanças

Registros de inadimplentes crescem 3,3% em agosto, diz Boa Vista


Após o sexto avanço mensal consecutivo do indicador, a expectativa do birô de crédito é que a inadimplência encerre o ano em alta.


  Por Estadão Conteúdo 16 de Setembro de 2021 às 11:40

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Os registros de inadimplentes subiram 3,3% em agosto na comparação mensal, considerando dados dessazonalizados, informou a Boa Vista. Foi a sexta alta consecutiva no indicador, e sugere que a estabilidade observada na taxa de inadimplência com recursos livres às famílias em julho não deve se sustentar a longo prazo.

No mesmo sentido, a média móvel trimestral encerrada em agosto (dados dessazonalizados) avançou 9,1%, após ter aumentado 8,9% no trimestre encerrado em julho.

De acordo com o levantamento, na comparação interanual, o número de registros caiu 4,8%. Contudo, isso não impediu uma desaceleração nos resultados acumulados. No ano, a queda de 8,8% até julho passou para -8,4% em agosto e, na variação acumulada em 12 meses, a tendência de baixa desacelerou de -16,4% para -15,3% no mesmo período.

"A curva de longo prazo do indicador sugere que, após um ano atípico, de excessos em termos de fatores exógenos, como foram as postergações, os auxílios e até mesmo a pandemia, a inadimplência deve encerrar o ano em alta", analisa a Boa Vista.

RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO

Já o Indicador de Recuperação de Crédito subiu 5,4% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, fazendo com que a curva de longo prazo do indicador confirmasse sua permanência no campo positivo com variação de 1,5% na análise acumulada em 12 meses.

No entanto, na variação mensal dos dados ajustados, a recuperação de crédito recuou 2,2%, enquanto no acumulado de 2021 o resultado passou de 3,4% em julho para 3,7% em agosto.

Já a média móvel trimestral segue em recuo para o indicador de recuperação, passando de -4,0% em julho para -8,6% em agosto. O resultado representa pelo terceiro mês queda na média móvel trimestral, Na avaliação da Boa Vista, o número sugere que as famílias estão encontrando dificuldades em equilibrar suas dívidas.

 

IMAGEM: Thinkstock






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