Finanças

Recuperação de crédito recua 2,7% em 2019


Entre os principais fatores, a Boa Vista aponta os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra e o fraco crescimento da renda


  Por Estadão Conteúdo 16 de Janeiro de 2020 às 09:44

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O indicador de recuperação de crédito da Boa Vista fechou o ano de 2019 em queda de 2,7% na comparação com 2018, informou nesta quinta-feira, 16, a empresa. O número é obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da companhia.

Na comparação anual, apenas a região Norte teve recuperação do crédito, de 2,2%. Na outra ponta está a região Sul, com queda de 7,5% no indicador, seguida de Centro-Oeste (-3,0%), Nordeste (-2,2%) e Sudeste (-1,9%). Em dezembro, por outro lado, a recuperação de crédito atingiu 4,8% na margem, na série com ajuste sazonal.

Nesta base, todas as regiões do País mostraram avanço no indicador. Sul e Centro-Oeste dividiram o primeiro lugar, com alta de 6,2%, seguidos de Sudeste (5,6%), Norte (2,7%) e Nordeste (1,1%). A Boa Vista enxerga nos dados um indicativo de dificuldade dos consumidores de reequilibrarem as finanças de forma mais consistente.

"Entre os principais fatores por trás desta dificuldade, é possível apontar os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra e o fraco crescimento da renda", diz a empresa em nota.

Por outro lado, a comparação mensal mostra que o resgate de recursos do FGTS pode ter servido para quitar dívidas, já que os últimos quatro meses de 2019 mostraram alta do indicador na margem. "Favorece também o aumento da recuperação e a redução das taxas de juros", completa a Boa Vista.

FOTO: Pixabay





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