Finanças

Pode faltar troco no comércio durante a Olimpíada


Falta de qualidade e de quantidade de cédulas é alerta do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal)


  Por Estadão Conteúdo 13 de Julho de 2016 às 17:20

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) fez um alerta nesta quarta-feira (13/07) sobre a qualidade e a quantidade das cédulas brasileiras que circularão durante a Olimpíada do Rio.

"O Brasil pode sair mal na foto com a falta de troco e com o péssimo estado das notas", diz o comunicado enviado à imprensa.

A nota do sindicato também cita que o país já sofreu desgaste de imagem após a morte da onça Juma, com a continuidade da poluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, com a epidemia do vírus zika, com a crise de segurança pública e com o estado de calamidade decretado pelo Rio de Janeiro.

O presidente do Sinal, Daro Piffer, prevê problemas nas casas de câmbio, no transporte público, nos pedágios e nos pequenos comércios.

"Se o Banco Central não sanear o numerário em circulação e não disponibilizar cédulas e moedas divisionárias, o retrato que passaremos aos 500 mil turistas do mundo inteiro será a de um país roto, sujo e dilacerado, assim como suas cédulas", argumentou Piffer.

Na avaliação do Sinal, essa "calamidade" com o meio circulante ocorre por causa do corte no orçamento, que acaba afetando a prestação de serviço básico.

De acordo com o sindicato, a cidade de São Paulo representa 30% de todo o volume de notas destruídas do país e, até 2014, era responsável pela fragmentação de 25 toneladas de cédulas por mês. A média mensal atual é de 12 toneladas, conforme o Sinal.

FOTO: Thinkstock






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