Finanças

Open Banking começará com 700 empresas ainda este ano, diz BC


Em evento sobre moedas digitais, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse ainda que a instituição está desenvolvendo alternativas para que o Pix possa ser usado offline


  Por Estadão Conteúdo 30 de Junho de 2021 às 12:05

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, adiantou nesta quarta-feira, 30/06, que o Open Banking - agora chamado de Open Finance - entrará em funcionamento no fim de 2021 com mais de 700 empresas. "Preferimos começar com muitas empresas e poucos produtos", afirmou.

Ele avaliou ainda que a moeda digital em estudo pela autoridade monetária facilitará a integração da divisa com os contratos digitais e encriptados no futuro. "Mesmo que nada aconteça, mesmo que a gente descubra que a moeda digital não seja necessária, o processo de aprendizado já será enriquecedor por si próprio. Nos nossos processos internos surgem várias ideias de novos produtos", afirmou, em evento on-line sobre moedas digitais organizado pelo escritório Mattos Filho.

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A moeda digital é mais um dos projetos do BC na área de tecnologia, com foco no mercado financeiro do futuro. Atualmente, existem no mundo moedas com lastro em algum ativo, as chamadas stablecoins, e as moedas sem lastro, que são as criptomoedas, como o bitcoin.

A moeda digital em estudo pelo BC é uma divisa com lastro na própria moeda, ou seja, no real. Em tese, a moeda poderá ser aceita em quaisquer transações de pagamento, como o real convencional. Assim, o brasileiro poderá usar a divisa para pagar por produtos no comércio ou por serviços, por exemplo.

A intenção do BC é que a moeda digital seja um complemento ao real convencional. O BC já publicou as diretrizes mais gerais para a moeda digital. Com base nisso, o órgão vai promover discussões com a sociedade, por meio de seminários, para aperfeiçoar a proposta. A expectativa é de que em dois ou três anos a moeda digital possa ser lançada.

PIX OFFLINE

Campos Neto disse ainda que a autoridade monetária está desenvolvendo alternativas para que o Pix possa ser usado de maneira "offline" em locais sem cobertura de internet.

O Pix é o sistema que permite pagamentos e transferências instantâneas em todo o país entre pessoas, empresas e governo 24 horas por dia, sete dias da semana. "Em breve o Pix terá funcionalidade offline. Estudamos três tecnologias para isso, mas a principal delas deve ser em forma de cartão por aproximação. Em algum momento haverá cartão Pix de aproximação", afirmou.

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O Pix já representa 30% das operações de pagamento no País, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, divulgada na semana passada pela Federação Brasileira de Bancos.

Em novembro, assim que foi lançado, o porcentual era de 7%. Segundo o levantamento, o porcentual dos pagamentos feitos através de maquininhas de cartão no total de transações bancárias caiu de 68% em novembro do ano passado para 51% em março de 2021. E a fatia das transações bancárias realizadas via transferências (DOC/TED) diminuiu de 25% para 19%.

 

IMAGEM: José Cruz/Agência Brasil






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