Finanças

Oferta de crédito deve crescer este ano, segundo a Acrefi


Além do aumento de concessões, a expectativa é de que o custo do crédito seja reduzido com a possível aprovação do cadastro positivo


  Por Estadão Conteúdo 08 de Maio de 2018 às 17:50

  | Agência de notícias do Grupo Estado


As concessões de crédito à pessoa física este ano deverão crescer algo como 7%, segundo Hilgo Gonçalves, presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). De acordo com ele, o crédito continua andando porque, a despeito de a taxa de desemprego estar muita alta, não há perspectiva de demissões em massa.

Segundo ele, na medida em que as pessoas percebem que seu emprego não corre risco, elas passam a ter mais confiança para contrair crédito. Hilgo ressalta que o crédito está crescendo pouco, mas de forma consistente, em linha com uma economia que também está crescendo forma lenta.

O crescimento previsto para o crédito pessoa física esperado pela associação neste ano será dentro de um cenário de crescimento do PIB na ordem de 2,5%, juro básico de 6,25% e inflação de 3,4%.

CADASTRO POSITIVO

Gonçalves disse ainda que se o cadastro positivo for aprovado de acordo com o que está sendo discutindo na Câmara dos Deputados, será o divisor de águas em termos de benefícios ao cidadão e aos pequenos empresários. 

"Com a maior competitividade entre os bancos, as taxas de juros serão reduzidas e os prazos alongados", disse o presidente da Acrefi, acrescentando que acredita na redução dos spreads e dos juros sobre as operações de crédito.

Para Gonçalves, com a provação da inclusão de todos os dados de crédito dos consumidores, as instituições financeiras, como fazem no exterior, passarão avaliar o risco de crédito do tomador com base no seu comportamento e não mais com base na renda.

A avaliação, com base no comportamento, terá impacto no prazo porque um candidato a tomador de crédito que tem uma renda baixa, mas que é um bom pagador, terá o seu pedido de crédito aceito para pagar em um prazo mais longo.

Para ele, não há grandes riscos de as informações dos clientes constantes no cadastro positivo caírem em mãos erradas ou serem mal utilizadas pelas instituições financeiras. As informações sigilosas, disse, continuarão sendo protegidas. O que o cadastro vai compartilhar são os scorings dos clientes, ou seja o comportamento de crédito.

O presidente da Acrefi citou uma pesquisa feita em vários países onde vigora o cadastro positivo, segundo a qual apenas 0,03% de todos os clientes listados fizeram algum tipo de reclamação sobre uso indevido de suas informações.

IMAGEM: Thinkstock