Finanças

Micros e pequenas puxam alta dos pedidos de falência


Indicador da Boa Vista cresceu 59,8% em setembro e, desse total, 95,1% dos pedidos foram feitos por empresas de pequeno porte, devido à economia fraca e à baixa profissionalização


  Por Estadão Conteúdo 02 de Outubro de 2019 às 13:25

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Os pedidos de falência subiram 59,8% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas caíram 13,7% ante agosto deste ano, segundo dados de abrangência nacional da Boa Vista.

O aumento dos pedidos de falência ocorre "após um longo período de queda observado desde o pior momento da crise econômica recente", afirma a empresa especializada em informações de crédito, que diz que a alta tem relação com a expansão do número de micro e pequenas empresas, que foram responsáveis por 95,1% dos pedidos.

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"Ante o fraco crescimento da economia e baixo nível de profissionalização de boa parte dessas empresas, muitas acabam ficando insolventes em pouco tempo de existência", destaca a Boa Vista.

Na comparação de setembro de 2019 com setembro de 2018, as falências decretadas aumentaram 16,5% e os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas registraram alta de 38,5% e 44,3%, respectivamente. Já em relação a agosto deste ano, esses indicadores caíram.

Nessa base de comparação, as falências decretadas recuaram 34,7%, os pedidos de recuperação diminuíram em 29,9% e as recuperações judiciais registraram queda de 28,9%. No acumulado do ano até setembro, os pedidos de falência apresentam alta de 1,8%. Já as falências decretadas, os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas diminuíram 6,5%, 17,4% e 12,2%, respectivamente.

Para a Boa Vista, os dados mostram "uma reversão da tendência de queda que vinha sendo observada nos pedidos de falência, enquanto os pedidos de recuperação ainda recuam no ano, apesar da alta no mês".

A empresa ressalta, ainda, que não há "sinais de deterioração da situação financeira das empresas" como um todo, e que a redução das taxas de juros pode favorecer o setor empresarial, com oportunidades de renegociação de dívidas.

De acordo com o levantamento, o setor de serviços respondeu por 42,7% dos pedidos de falência no período, seguido pelo setor industrial (30%) e pelo comércio (27,3%).

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