Finanças

Metade dos consumidores vai quitar dívidas com 13o


Para 58% dos entrevistados pela Boa Vista, o poder de compra e a renda familiar diminuíram em 2018 na comparação ao ano anterior


  Por Redação DC 20 de Dezembro de 2018 às 09:35

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Dos 79% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista em sua Pesquisa Hábitos de Consumo de Natal e Fim de Ano que receberão o 13º salário este ano, 45% informaram que usarão esta renda extra para quitar dívidas (eram 37% em 2017).

Além disso, 21% alegaram que conseguirão poupar o 13º. E 19% que guardarão para pagar as contas de início de ano, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar.

Ainda dos que receberão o 13º salário, 6% disseram que usarão a renda a mais para viajar; 3% para comprar produtos da ceia de Natal.

Outros 6% dividirão o uso do 13º salário para comprar móveis e eletrodomésticos, roupas e acessórios ou presentes. 1% informou que irá comprar eletroeletrônicos.

Dos que irão poupar, 26% pretendem guardar pouco mais de metade ou todo o dinheiro. No ano passado eram 32% os que afirmaram que guardariam todo ou metade da renda extra.

Os que devem guardar entre 30% e 50% do 13º são 18% (eram 14% em 2017). E 19% devem poupar até 30% (contra 21% no ano passado). Por outro lado, a pesquisa identificou que 37% dos consumidores que receberão o 13º salário não conseguirão poupar (contra 33% em 2017).

Gastos com alimentação (supermercado e alimentação fora de casa) foram o que mais pesaram para o consumidor em 2018, com 27% das menções.

Em 2º lugar foram os gastos com combustíveis, com 23% das menções (eram 17% em 2017) e em 3º os gastos com energia elétrica. A tabela contém a relação completa dos itens que mais pesaram no bolso dos brasileiros.

Para economizar, 33% dos consumidores tentaram reduzir os gastos com lazer ao longo do ano de 2018, constatou a pesquisa da Boa Vista.

27% mudaram os hábitos com alimentação; 10% reduziram o consumo de energia elétrica. Outros 10% com TV paga, telefone fixo, celular e Internet. 8% com combustível e 3% com moradia (aluguel e condomínio).

Do total de entrevistados, 32% alegaram que não irão comprar presentes neste Natal e Fim de Ano porque estão endividados.

O desemprego é o segundo motivo, com 21% das menções. 16% porque não comemoram a data e 13% porque priorizarão outras despesas (casa, escola, médico, etc).

Assim como na pesquisa anterior, a maioria (79%) ainda avalia a economia brasileira como pior hoje, na comparação ao mesmo período do ano passado. Dos que consideram a situação econômica melhor são 12% dos entrevistados.

Para 58% dos consumidores o poder de compra e a renda familiar diminuíram em 2018 na comparação ao ano anterior. Se forem considerados mais aqueles que informaram que a situação está igual, este percentual passa para 79%.

92% dos consumidores esperam que a vida financeira esteja melhor no fim de 2019. Em 2017, eram 88% que tinham essa expectativa com relação a 2018.