Finanças

Menos de 20% dos brasileiros irão poupar os recursos do 13°


Levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que o pagamento de dívidas será a principal destinação do benefício


  Por Redação DC 23 de Novembro de 2018 às 18:23

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O consumidor brasileiro está mais propenso a pagar dívidas e fazer compras a prazo com a primeira parcela do 13º salário, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Pelo levantamento, apenas 19,6% dos entrevistados pouparão o recurso extra. No ano passado, esse percentual era maior (22,9%). “A confiança do consumidor subiu após o período eleitoral. Quanto mais seguro e confiante o brasileiro fica em relação à economia, menos dinheiro ele poupa. Isso nos leva a crer que, de fato, será um fim de ano positivo, após três anos de crise”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP. 

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Segundo o levantamento, 43,5% dos brasileiros usarão a primeira parcela do 13º para pagar dívidas (contra 42,9% no ano passado e 42,5% no ano retrasado).

“É um percentual significativo de pessoas que irão quitar ou renegociar dívida, que ficarão liberadas para fazer novas compras a prazo, o que é uma boa notícia para as lojas. No fim do ano o desejo de comprar aumenta e a isso se soma a liquidação de débitos, resultando em um possível retorno às compras”, afirma Burti, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Já 10,9% dos entrevistados da pesquisa - realizada entre os dias 3 e 14 de novembro pelo Instituto Ipsos - utilizarão o dinheiro para comprar presentes. Em 2017 e 2016, o percentual foi, respectivamente, de 8,6% e 5%.

Os indecisos somaram 15,2% (17,1% no ano passado e 22,5% no retrasado). “É grande a chance de esse universo de brasileiros optar por comprar, pois o cenário está mais favorável, com inflação, desemprego e juros menores”, diz o presidente da ACSP.

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O levantamento mostra ainda que 6,5% dos consumidores pretendem usar o recurso para viajar (8,6% no ano passado).

“Em 2017, o dólar estava mais perto de R$ 3. Neste ano, está mais próximo de R$ 4. E mesmo os destinos domésticos são afetados pela variação cambial, visto que o leasing dos aviões, as peças de manutenção, o combustível, tudo isso é cotado em dólar”, ressalta Burti.

A pesquisa foi feita com 1.200 consumidores de todas as regiões do País e tem margem de erro de três pontos.

 

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