Finanças

Lava Jato agravou inadimplência, afirma presidente do Itaú


"Algumas empresas ainda sofrem e não recuperaram o nível de vendas", disse o banqueiro Cândido Bracher


  Por Estadão Conteúdo 30 de Julho de 2019 às 11:39

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que mais um ou dois anos são necessários para que seja possível concluir a Operação Lava Jato e saber quais empresas conseguiram superá-la.

"Algumas empresas ainda sofrem e não recuperaram o nível de vendas", disse o executivo, em conversa com a imprensa nesta terça-feira (30/07).

Segundo ele, a Lava Jato foi um "agravante poderoso" para a inadimplência nos bancos durante a crise econômica entre os anos de 2015 e 2016.

"Estamos nos aproximando do fim do ciclo dos impactos da Lava Jato. Mais um ou dois anos são necessários para vermos as empresas que vão superar a Lava Jato", disse Bracher., ao ser questionado sobre o pedido de recuperação judicial da Odebrecht, em junho último.

O Itaú Unibanco é o segundo banco privado mais exposto à Odebrecht, que entrou com pedido de recuperação judicial no mês passado. O banco tem exposição de R$ 3,982 bilhões, sendo que R$ 3,505 bilhões são extraconcursais, garantidos por ações da Braskem.

Sobre casos específicos no segmento de grandes empresas que puxaram a inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, para baixo, ele preferiu não comentar.