Finanças

Juro no cheque especial sobe para 328,3% ao ano


Já a taxa média de juros no crédito livre caiu para 49,1% ao ano em abril. O juro do rotativo do cartão de crédito também teve queda no período e atingiu 422,5%


  Por Estadão Conteúdo 25 de Maio de 2017 às 11:21

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A taxa média de juros no crédito livre caiu de 52,5% ao ano em março para 49,1% ao ano em abril, de acordo com informações divulgadas nesta manhã (25/5), pelo Banco Central.

Em abril de 2016, essa taxa estava em 52,2% ao ano.

Para pessoa física, a taxa média de juros no crédito livre passou de 72,7% para 68,1% ao ano, de março para abril, enquanto para pessoa jurídica foi de 27,5% para 26,3% ao ano.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa avançou de 328,0% para 328,3% ao ano de fevereiro para março.

Para o crédito pessoal, passou de 52,4% para 50,2% ao ano. Para veículos, os juros foram de 24,8% para 24,4% ao ano, de março para abril. Em abril de 2016, a taxa estava em 26,8%.

Em 12 meses, a taxa apresenta queda de 2,4 ponto porcentual e, em 2017, baixa de 1,3 ponto porcentual. A taxa média de juros no crédito total, que inclui também as operações direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), desacelerou de 32,1% ao ano em março para 30,2% ao ano em abril. Em abril de 2015, estava em 32,6%.

MÉDIA DIÁRIA

A média diária de concessões de crédito livre subiu 6,1% em abril ante março, para R$ 12,1 bilhões, de acordo com o BC.

No crédito direcionado, a média avançou 31,0%, para R$ 1,4 bilhão. Em abril de 2016, a média era de R$ 11,5 bilhões no caso de recursos livres e de R$ 1,4 bilhão no de direcionado. N

o acumulado do ano até abril, a baixa é de 1,3% para os recursos livres e de 6,7% para o financiamento direcionado. Nos 12 meses encerrados em abril, as taxas são de, respectivamente, -5,1% e -16,4%.

Quando se soma o crédito livre e o direcionado, a alta das concessões médias foi de 13,5% em abril ante março, num total de R$ 13,5 bilhões. A média diária em abril de 2016 era de R$ 12,9 bilhões. N

o acumulado de 2017, a baixa é de 1,8% e, em 12 meses até abril, o recuo é de 6,5%.

SPREAD

De acordo com o BC, o spread bancário médio no crédito livre caiu de 42,3 pontos porcentuais em março para 39,1 pontos porcentuais em abril.

O spread médio da pessoa física no crédito livre passou de 62,2 para 57,8 pontos porcentuais no período. Para pessoa jurídica, o spread médio recuou de 17,7 para 16,8 pontos porcentuais.

O spread médio do crédito direcionado passou de 4,3 pp em março para 4,2 pp em abril. Já o spread médio no crédito total (livre + direcionado) passou de 23,8 para 22,3 pontos porcentuais no período.

O BC informou também que a taxa de captação dos bancos no crédito livre passou de 10,2% ao ano em março para 10,0% em abril.

INADIMPLÊNCIA  

A taxa de inadimplência no crédito livre seguiu em 5,7% em abril ante março, informou o Banco Central. Em abril de 2016, a taxa estava também em 5,7%. Para pessoa física, a taxa de inadimplência permaneceu em 5,9% em abril ante março.

No mesmo mês do ano passado, estava em 6,3%. Para as empresas, a taxa seguiu em 5,6% em abril. A inadimplência do crédito direcionado subiu de 2,0% em março para 2,2% em abril. O dado que considera crédito livre mais direcionado mostra manutenção, em 3,9%, da inadimplência de março para abril. Um ano antes, a taxa estava em 3,6%.

No cheque especial, o volume de calotes passou de 15,4% em março para 15,0% em abril. No caso de aquisição de veículos, o volume de calotes permaneceu em 4,5% em abril ante março. No cartão de crédito, foi de 7,5% para 7,7% no período.

ROTATIVO

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito desabou 67,8 pontos porcentuais de março para abril. Com isso, a taxa passou de 490,3% para 422,5% ao ano. O forte recuo da taxa do rotativo foi resultado direto das novas regras de migração da modalidade, que começaram em abril.

O juro do rotativo ainda é a taxa mais elevada desse segmento e também a mais alta entre todas as avaliadas pelo BC, batendo até mesmo a do cheque especial. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular passou de 431,1% para 296,1% ao ano de março para abril.

Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura. Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular passou de 528,7% para 524,1% ao ano.

O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro subiu 3,1 ponto porcentual de março para abril, passando de 158,5% para 161,6% ao ano. Nesta rubrica, o parcelado normal, que reúne operações feitas originalmente no próprio parcelado, viu sua taxa passar de 158,5% para 161,6% ao ano.

FOTO: Thinkstock






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