Finanças

Intenção de consumo das famílias fica estável em outubro


Indicador se mantém no maior nível desde março de 2021. Mesmo com a perspectiva favorável para o fim do ano, incertezas econômicas podem segurar o consumo, diz CNC


  Por Redação DC 20 de Outubro de 2021 às 12:01

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Após quatro meses consecutivos de alta, o indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ficou estável e apresentou crescimento mensal nulo, atingindo 73,2 pontos.

Apesar da falta de variação, o índice apresentou o maior nível desde março de 2021, quando registrou 73,8 pontos, e superou os 68,7 pontos de outubro de 2020. Ainda assim, permaneceu abaixo do nível de satisfação (100 pontos), fato que ocorre desde abril de 2015.  

José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirma que é possível identificar uma perspectiva mais favorável em relação ao consumo nos próximos meses, para a temporada de fim de ano. Mas ele chamam atenção para as quedas observadas, que são resultado da incerteza gerada pelo momento econômico. 

"As incertezas econômicas, com a inflação e a alta dos juros, reduzem o poder de compra. No entanto, apesar dessas dificuldades, o consumo segue avançando em relação ao ano passado", avalia Tadros.

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Dois subíndices também apresentaram as primeiras quedas após quatro meses seguidos de altas e comportamentos bem semelhantes: Nível de Consumo Atual e Perspectiva de Consumo.

O primeiro registrou retração mensal de 0,4% e variação anual positiva de 12,1%. Com isso, o indicador alcançou o nível de 58,0 pontos, o maior patamar desde maio de 2020 (62,1 pontos).

Já a Perspectiva de Consumo apresentou queda de 1,8% na comparação com o mês anterior, e avanço de 19,6% em relação a outubro de 2020. Esse resultado foi o mais positivo entre as comparações anuais do estudo, e o indicador alcançou 75,3 pontos, também o maior nível desde maio de 2020 (75,6 pontos).

MELHORA PERCEPÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO

Se a preocupação com a instabilidade econômica ainda abala o consumo, por outro lado, o estudo aponta uma melhor percepção do mercado de trabalho. O indicador Emprego Atual contou com crescimento anual de 6,4% e mensal de 1,7%, a maior taxa do mês. Acompanhando a recuperação, o patamar atingido (91,4 pontos) o manteve como o maior indicador da pesquisa em outubro, sendo também o maior desde maio de 2020 (101,7 pontos).

Reforçando o cenário, o segundo resultado mais positivo do mês foi o item Perspectiva Profissional, que apresentou variação mensal positiva de 1,3% e aumento de 6,9% na comparação com outubro do ano anterior. Com a sequência de variações positivas, o item atingiu 84,1 pontos, a maior pontuação desde abril de 2021 (84,4 pontos).

Para Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pela pesquisa, os dados revelam que para os próximos seis meses a confiança das famílias em relação ao mercado de trabalho continuará positiva.

"Em ambos os casos, houve melhora no perfil de respostas das famílias, elas estão mais seguras em relação aos seus empregos em curto prazo, e menos negativas quanto aos seus empregos em longo prazo", afirma. 

 

FOTO: Thinkstock






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