Finanças

Inadimplência do consumidor cai 0,9% em 2016


Queda foi de 7,6% em dezembro sobre novembro, de acordo com a Boa Vista SCPC


  Por Estadão Conteúdo 16 de Janeiro de 2017 às 11:32

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A inadimplência do consumidor caiu 0,9% em 2016, de acordo com pesquisa da Boa Vista SCPC.

Considerando apenas dezembro, houve queda de 7,6% em relação a novembro, na série com ajustes sazonais. Na comparação com dezembro de 2015 a retração foi de 5,7%.

Na avaliação regional, a maior queda na inadimplência em 2016 foi registrada no Sul (-4,9%), seguido do Sudeste (-2,0%). Já no Norte (+4,1%), Nordeste (2,6%) e Centro-Oeste (2,0%) houve alta.

De acordo com os economistas da Boa Vista, as adversidades ocorridas na economia ao longo dos últimos dois anos geraram grande cautela nas famílias, inibindo o consumo e, consequentemente, contribuindo para a diminuição do fluxo de inadimplência.

"Para 2017, mantendo a perspectiva de pequeno crescimento da economia e renda, juros menores e inflação controlada, espera-se uma retomada sustentável da demanda de crédito, expandindo a renda disponível das famílias, fatores que colaboram para manter o atual cenário de estabilidade da inadimplência", cita relatório divulgado pela Boa Vista.

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras.

Em virtude da Lei Estadual de São Paulo nº 15.659/2015, a partir de setembro de 2015 passou-se a usar como referência para o Estado o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores, em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC.

DEMANDA POR CRÉDITO

A demanda do consumidor por crédito subiu 3,7% em 2016, de acordo com pesquisa da Serasa Experian.

A empresa informa que, apesar de positivo, foi o quinto ano consecutivo de fraco desempenho, já que no período de 2008 a 2011 o crescimento médio anual da procura por crédito foi bem mais expressivo: 7,1%.

De acordo com os economistas da Serasa, a inflação ainda alta - sobretudo no primeiro semestre do ano passado - os esforços das famílias em reduzir suas dívidas, o elevado custo do crédito e o grau reduzido dos índices de confiança dos consumidores determinaram um desempenho enfraquecido da demanda por crédito em 2016.

Para a empresa, a demanda no ano passado foi caracterizada pela procura de crédito para quitação/renegociação de dívidas e não tanto para expansão do endividamento de consumo/investimento.

Considerando apenas dezembro, a demanda caiu 13,6% ante novembro, sem ajuste sazonal, mas subiu 1,5% em relação a dezembro de 2015.

Na divisão por faixa salarial, o maior aumento em 2016 foi na categoria de R$ 1.000 a R$ 2.000 (4,3%), seguido da faixa de R$ 2.000 a R$ 5.000 (4,1%), do intervalo entre R$ 5.000 a R$ 10.000 (3,9%), do segmento de R$ 500 e R$ 1.000 (3,7%), da faixa acima de R$ 10.000 (3,6%) e daqueles que ganham menos de R$ 500 (1,1%).

Na avaliação por regiões geográficas, o Sul liderou o crescimento (+7,2%), seguido por Centro-Oeste (+5,1%), Sudeste (+3,7%) e Nordeste (1,7%). A única queda foi no Norte (-2,6%).

Foto: Fátima Fernandes