Finanças

Facesp lança linha de crédito para mulheres empreendedoras


De forma mais barata e simplificada, programa disponibilizará R$ 5 milhões em recursos pela plataforma da ACCredito-SCD. O anúncio da linha foi feito por Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do CMEC


  Por Mariana Missiaggia 08 de Março de 2021 às 11:14

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


No Dia Internacional da Mulher, o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a ACCredito - Sociedade de Crédito Direto, anunciam uma linha de crédito exclusiva para micro e pequenas empreendedoras, por meio do programa ACCredito Mulher Empreendedora.

O anúncio foi feito por Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do CMEC, durante um evento em homenagem às mulheres com a participação de Angela Gandra, secretária nacional da família do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Edir Sales, vereadora de São Paulo, e Roseli Garcia, vice-presidente da ACSP.

"Além de empoderamento, a mulher precisa de fortalecimento. Ser qualificada e capacitada para chegar onde ela quiser. Nosso conselho acredita na importância das mulheres para a recuperação da economia neste momento tão difícil", diz Ana Claudia.

Diante do atual momento de crise vivido no país, a presidente do CMEC reforça a importância de se contribuir com novos negócios abertos por mulheres, que muitas vezes, empreendem por necessidade, para sustentar ou contribuir com a renda familiar. Ela cita que muitas precisam começar do zero, sem recursos, e poucas têm acesso a crédito para iniciar a atividade.

ACCREDITO MULHER EMPREENDEDORA

Dividida em etapas, a iniciativa disponibilizará R$ 5 milhões por meio da plataforma da ACCREDITO-SCD. Todo o processo pode ser realizado de forma digital e o valor dos empréstimos parte de R$ 1 mil até R$ 8 mil, com prazo de até 36 meses para pagamento, sendo até nove meses de carência. Com condições diferentes das trabalhadas pelo mercado, a taxa de juros aplicada é a partir de 1,62% ao mês.

Os recursos podem ser destinados para aquisição de mobiliários, equipamentos, ferramentas, insumos e capital de giro. Para ter acesso ao crédito, as empreendedoras devem estar formalizadas na condição de MEI há no mínimo três meses, ter domicílio no estado de São Paulo e não apresentar apontamentos restritivos.

Milton Luiz de Melo Santos, presidente da ACCredito, diz que a novidade surge como uma oportunidade num momento econômico crítico e de difícil acesso das mulheres empreendedoras às estruturas de financiamento.

Além disso, Santos afirma que outro benefício da nova linha de crédito é a facilidade de obtenção - 100% digital. Ele cita casos em que toda a operação durou apenas três ou quatro minutos - muito diferente de toda a burocracia habitual.

Alfredo Cotait, presidente da ACSP e Facesp, também participou do evento e destacou que nos últimos anos, a atuação do CMEC em todo o Estado tem contribuído para que novas empresárias se aproximem da entidade e mais mulheres ocupem cargos de liderança nas Associações Comerciais.

"Quero estar presente em toda iniciativa que contemple as mulheres. Nossas empreendedoras estão adormecidas, pois o empreendedorismo é nato em todas. Precisamos despertar isso nelas".

Convidada para palestrar sobre o papel feminino na família, Angela Gandra pontuou que os novos arranjos familiares ocasionaram mudanças na dinâmica e na composição familiar. De acordo com a jurista, o modelo familiar tradicional, em que o homem é considerado o provedor e a mulher a principal responsável pelas tarefas domésticas e de cuidado com os filhos, transformou-se gradualmente em um modelo em que ambos estão envolvidos no sustento econômico da família.

Por essa razão, Angela considera o microcrédito uma importante ferramenta para que as mulheres iniciem ou ampliem sua jornada como empreendedoras.

Além de representar maior geração de oportunidades, de desenvolvimento e de independência financeira, a jurista lembra que muitas mulheres sofrem violências físicas e emocionais por serem financeiramente dependentes dos seus parceiros.

Por fim, a jurista citou o Prêmio Melhores Práticas em Equilíbrio Trabalho-Família, que tem como tema “A implementação de boas práticas que favoreçam o equilíbrio entre o trabalho e a família no contexto da pandemia de covid-19”.

O objetivo é dar destaque à iniciativa de empresas de diferentes portes com até cinco práticas que promovam o equilíbrio para mulheres entre o trabalho e a família, que serão avaliadas de acordo com critérios de criação de valor social, eficácia, inovação e possibilidade de ser replicada.

 

imagem: Divulgação Facesp





Publicidade






Publicidade









Publicidade