Finanças

Endividamento das famílias recua em novembro


Também foi reduzido o percentual de famílias inadimplentes, de acordo com levantamento da CNC


  Por Agência Brasil 05 de Dezembro de 2018 às 11:31

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O percentual de famílias endividadas e inadimplentes recuou, em novembro deste ano, em relação ao mês anterior e a novembro do ano passado.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a parcela de famílias com dívidas em novembro ficou em 60,3%, abaixo das taxas de outubro (60,7%) e novembro do ano passado (62,2%).

O percentual de famílias inadimplentes, ou seja, que têm dívidas ou contas em atraso, ficou em 22,9% em novembro, taxa inferior aos 23,5% de outubro e aos 25,8% de novembro de 2017.

As famílias que não terão condições de pagar suas dívidas somam 9,5% do total em novembro, abaixo dos 9,9% de outubro e dos 10,1% de novembro do ano passado, segundo a CNC.

O cartão de crédito é o principal tipo de dívida, afetando 77,4% das famílias endividadas, seguido por carnês (14,8%) e por financiamento de carro (10,2%).

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 64,6 dias. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 6,9 meses.

Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic)  mostram que duas em cada dez famílias brasileiras têm mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.
 
Em novembro, a proporção das famílias com dívidas era de 60,3% - menos do que os 60,7% observados em outubro e do que os 62,2% registrados em novembro de 2017. 

"As famílias brasileiras se mostraram mais otimistas em relação à sua capacidade de pagamento", diz a economista responsável pelo estudo da CNC Marianne Hanson.

Segundo ela, a queda na inadimplência vem acompanhando um patamar menor de endividamento e a redução do comprometimento da renda das famílias destinada ao pagamento de dívidas. 

*Com Estadão Conteúdo

 

IMAGEM: Thinkstock