Finanças

Dólar sobe 1% e chega a R$ 3,80


A Bolsa registrou queda de 0,98%, com 78.767 pontos


  Por Agência Brasil 09 de Agosto de 2018 às 18:14

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (9/08), fechando em alta de 1%, cotado a R$ 3,8034 para venda. O valor é o maior desde 19 de julho, quando o dólar alcançou R$ 3,8448.

Apesar da oscilação, o Banco Central manteve sua política de swaps cambiais tradicionais, sem ofertar nenhum leilão extraordinário para venda futura da moeda.

BOLSA

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em queda de 0,98% com 78.767 pontos.

A Bovespa registrou o quarto dia de pregão consecutivo com fechamento em baixa, com as ações do Banco do Brasil na contramão da tendência – as ações da instituição fecharam a quinta-feira em alta de 2,97%, após a divulgação do balanço no segundo trimestre registrar um lucro líquido ajustado de R$ 3,2 bilhões.

LUCRO DA B3

Com recordes de volumes e receitas nos segmentos de derivativos e ações, o lucro líquido da B3 no segundo trimestre do ano cresceu 343,6% ante o mesmo intervalo do ano passado, para R$ 724,4 milhões. Em relação aos três primeiros meses do ano o aumento foi de 130,2%. No acumulado de janeiro a junho o lucro saltou 179,1% para R$ 1,039 bilhão.

"No segundo trimestre de 2018, os volumes atingiram níveis recordes tanto no mercado de derivativos quanto no à vista, impulsionados, principalmente, pelo aumento da volatilidade. Tal incerteza também explica a recente recuperação nos volumes dos derivativos de balcão. Esses recordes nos levaram ao nosso melhor trimestre em termos de receita e Ebitda", diz Gilson Finkelsztain, presidente da B3, .

Além disso, o executivo frisa que o foco da empresa segue na expansão do portfólio de produtos, melhoria dos serviços oferecidos ao mercado e estreitamento do nosso relacionamento com clientes e intermediários financeiros.

Considerando o lucro líquido recorrente no intervalo de abril a junho houve aumento de 80,3%, para R$ 857,8 milhões. Ante o primeiro trimestre do ano o aumento foi de 91,4%. O lucro líquido recorrente ajusta, por exemplos, itens relacionados à fusão com a Cetip.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 956,2 milhões no intervalo analisado, aumento de 80,4% ante observado um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre a expansão foi de 28,3%. Nos primeiros seis meses do ano o Ebitda somou R$ 1,701 bilhão, alta de 121,1%.

No critério recorrente, o Ebitda chegou em R$ 971,2 milhões, alta de 43,8% na relação anual e de 27,7% na trimestral. A margem Ebitda recorrente foi a 77,7%, sendo que era de 69,6% há um ano e de 68,4% nos três primeiros meses do ano.

A receita líquida no segundo trimestre do ano foi a R$ 1,250 bilhão, aumento de 28,8% na relação anual. Em comparação com o primeiro trimestre do ano a receita subiu 12,5%.

 

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