Finanças

Dólar fecha o dia cotado a R$ 3,74


Com menos pressão do mercado internacional, BC interrompeu venda de dólares no mercado futuro nesta terça-feira (19/06)


  Por Agência Brasil 19 de Junho de 2018 às 18:43

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O dólar fechou esta terça-feira (19/06) com uma leve alta de 0,11%, cotado a R$ 3,7443 na venda depois de oscilar com uma máxima de R$ 3,7855.

A cotação evitou uma atuação do Banco Central (BC), que anunciou ter reservado US$ 10 bilhões em swaps cambiais extraordinários (venda futura da moeda norte-americana) para conter a alta, se necessário, somente nesta semana.

O professor César Caselani, da Escola de Administração de Empresa de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que, caso o BC não tivesse usado o instrumento de swap cambial, “o dólar já teria disparado com mais força”.

Caselani considera a estratégia do Banco Central importante, mas disse que é um “movimento limitado”. “A entrada do BC tem um único objetivo de curtíssimo prazo, que é frear a disparada do dólar. Isso por si só não resolve todos os problemas econômicos e políticos que o Brasil tem.”

BOVESPA 

O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu hoje 2,26%, com 71.394 pontos – revertendo a tendência de queda dos últimos dez dias.

A alta do Ibovespa foi puxada pelos papéis das empresas de grande porte (blue chip), que subiram acentuadamente hoje revertendo o cenário de queda dos últimos pregões.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 6,28%, seguidas pelos papéis dos bancos Itaú, com elevação de 5,10%, e Bradesco, com 5,18%. Na abertura do pregão pela manhã, o índice registrava uma pequena baixa de 0,79%.

SWAP CAMBIAL

Com menos pressões do mercado internacional, o Banco Central (BC) deixou de vender dólares no mercado futuro nesta terça-feira (19/06). Pela primeira vez desde 11 de maio, a autoridade monetária interrompeu os leilões de swap cambial, que têm objetivo reduzir a pressão sobre a divisa.

Amanhã, quarta-feira (20/06), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reúne-se para decidir o futuro da taxa Selic (juros básicos da economia).

Em tese, uma alta nos juros ajudaria a segurar o câmbio, mas o atraso na recuperação da economia e a baixa inflação são os principais fatores levados em conta pela autoridade monetária na hora de decidir os rumos da taxa.

Desde a retomada dos leilões de swap, em meados de maio, o BC injetou US$ 39,6 bilhões a mais do que retirou do mercado financeiro. Somente na semana de 8 a 15 de junho, foram vendidos R$ 24,5 bilhões.

Na semana passada, o Banco Central anunciou que poderia leiloar mais US$ 10 bilhões nos próximos dias para conter a alta do dólar, que tem subido por causa de tensões no mercado internacional, como a expectativa de aumentos adicionais de juros nos Estados Unidos, e de incertezas eleitorais no Brasil.

Mesmo sem a atuação do BC no mercado, o dólar comercial fechou próximo da estabilidade, sendo vendido a R$ 3,744, com alta de 0,12%. No mercado de ações, o dia foi de recuperação. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 2,26%, com a maior alta em quatro meses.

 

IMAGEM: Thinkstock / *Atualizada às 19h12